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Treinador Marcos Goto, conheça o programa militar que atende 20 mil crianças no esporte

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Profesp

Nesta semana, o medalhista de prata nas argolas, o terceiro- sargento da Aeronáutica Arthur Zanetti bateu continência no momento em que a bandeira brasileira foi hasteada em frente ao pódio. O gesto, porém, não impediu que seu treinador, Marcos Goto, criticasse abertamente o programa das Forças Armadas, que apoia 145 dos 465 integrantes do Time Brasil.

“Não sei qual é o salário que pagam para os atletas, mas eu gostaria de ver militares investindo na base. No dia em que os militares fizerem escolinha, e começarem a apoiar a iniciação esportiva, os treinadores, aí eu tiro o chapéu. Por enquanto não”, criticou Goto. “Eles não treinam lá, são apenas contratados por eles. Quem dá treino para os atletas sou eu, não os militares”, acrescentou.

Os atletas militares recebem salário das Forças Armadas, mas costumam treinar na maior parte do tempo em seus clubes, embora tenham a possibilidade de usar instalações das Forças. Os atletas recebem uma formação acelerada e entram diretamente com patente de terceiro-sargento

Forças no Esporte

O que Goto não sabe é que o Ministério da Defesa, juntamente com outros órgãos federais, mantém o programa Forças no Esporte (Profesp). As atividades beneficiam anualmente 20 mil crianças e adolescentes com idade entre 7 e 17 anos, em situação de risco social, prioritariamente da rede pública. Os jovens beneficiados têm a oportunidade de praticar esportes, assistir a aulas de reforço escolar, direito a atendimento médico, além de alimentação e uniformes. As atividades são desenvolvidas três vezes por semana por militares e profissionais especializados, na parte da manhã e tarde.

São disponibilizadas as instalações desportivas em 120 núcleos de 88 instituições vinculadas à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica. Além disso, o Profesp conta com recursos humanos diferenciados como coordenadores e monitores das Forças Armadas, serviço médico, odontológico e de assistência social, professores de educação física, cozinheiros, nutricionistas e demais profissionais. A meta do programa é alcançar 30 mil alunos em 2018.

O major do Exército Nilton Alencar, em post nas redes sociais, rebateu as críticas às Forças Armadas:

“Sou um apaixonado e incentivador da prática esportiva, contudo, sejamos realistas, ninguém investe em esporte que não dá retorno financeiro. Então vem as Forças Armadas, coloca os atletas “embaixo das asas”, da todo suporte, patrocina, paga os salários, não tem retorno financeiro algum, e você vem me dizer que “assim é fácil”? Não seja mal agradecido. Vocês foram “adotados” por uma instituição que só fez o que fez, por AMOR ao ESPORTE e ao Brasil. Estavam abandonados a própria sorte, alguns atletas eram obrigados a pedir dinheiro nos semáforos ou fazer campanhas nas redes sociais para conseguirem recursos e comparecer às competições. Esse seu comentário foi lamentável. Usando a linguagem popular você está ” cuspindo no prato que comeu”. Respeite e agradeça quem lhes acolheu, reconheça o árduo trabalho dos civis e militares que labutam diariamente em prol das crianças, do futuro do Brasil, e do engrandecimento do esporte.”

Para incentivar aos atletas profissionais que participam hoje das Olimpíadas, foi criado o projeto Programa Atletas de Alto Rendimento (Paar), criado em 2008.  Inicialmente o objetivo era reforçar a delegação que disputou três anos depois os Jogos Militares, também no Rio de Janeiro.  Além disso, atletas do Exército foram responsáveis por cinco das dezessete medalhas conquistadas nos Jogos Olímpicos de Londres-2012 e por 67 das 141 medalhas no Pan de Toronto, no Canadá, em 2015.

Das oito medalhas ganhas até agora pelo Brasil, apenas a prata de Diego Hypólito, no solo, não foi conquistada por um membro das Forças Armadas.

Equipe República de Curitiba

Crédito da foto: PH Freitas/MD


3 Comentários

  1. lindomar silochi disse:

    Eu apoio inclusive sou contra a Marinha que não vejo nenhum apoio a comunidade…..floripa

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  2. DIOLA disse:

    Parabéns a matéria e Parabéns ao Major Alencar por mostrar ao Sr.Marcos o que realmente as Forças Armadas fazem por nossos jovens. Sr Marcos Goto, foi infeliz em sua palavra, da próxima vez melhor ficar calado, ou se informar antes de falar besteira

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  3. Maxi Carvalho disse:

    Major Alencar deve ser um fanfarrão que vive no mundo da lua caçando gnomos.

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