Em discurso, Dilma prova que está preocupada com a democracia tanto quanto Maduro na Venezuela

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“Viola-se a democracia e pune-se uma inocente. Este é o pano de fundo que marca o julgamento que será realizado pela vontade dos que lançam contra mim pretextos acusatórios infundados”, afirmou a presidente afastada Dilma Roussef, em discurso nessa manhã, dia 29.  Dilma denunciou que considera que sua destituição constituirá “um golpe de Estado”, que dará lugar a “um governo usurpador”.

O que parece, no entanto, é que ela esqueceu alguns pequenos detalhes quando se posiciona dessa maneira. À semelhança do que aconteceu na Venezuela, onde bastou pouco mais de uma década de bolivarianismo  para jogar a população do país na mais completa mendicância, o Brasil vê hoje, como legado da era PT, uma economia em forte recessão e uma enorme taxa de desemprego. Além da inflação acima da meta, câmbio em disparada, juro nas alturas, desconfiança de investidores. Sem contar um Congresso esfacelado por denúncias de corrupção. E mais.

A estratégia de utilizar o BNDES para liberar recursos com juros subsidiados a grandes indústrias não funcionou . Não conseguiu impulsionar investimentos privados e ainda ajudou a inflar a dívida pública. As pedaladas fiscais – argumento jurídico que gerou o pedido de impeachment – ocorreram em parte para disfarçar o grande endividamento causado pela expansão fiscal adotada. Hoje, praticamente todo o empresariado brasileiro, inclusive beneficiados pelo crédito barato oferecido pelo banco público, é crítico ao governo e ao aparente “pouco apreço” da administração do PT com o controle das despesas públicas.

Nada foi mais desastroso, porém, que a atuação no comando da maior petrolífera do país, a Petrobrás. Dragada pelo maior escândalo de corrupção da história do país, a empresa entrou em crise, levando junto centenas de empresas fornecedoras, que tinham a petrolífera como principal cliente. Milhares de empregos afundaram com os investimentos cancelados.

Mas, apesar de tudo isso, Dilma fala que tirá-la do governo é um ato anti-democrático. Não não é.  As consequências de sua péssima gestão estão escancaradas. Chegaríamos ao estágio “venezuelano” caso Dilma permanecesse.

A Venezuela é simplesmente um exemplo ao mundo daquilo que um governo não deve fazer: escassez de alimentos e de remédios, crise hídrica e energética, fome, surto de doenças de terceiro mundo e uma série de medidas bizarras adotadas pelo governo que não apenas não solucionam o problema, como o agravam, transformando o país numa peça folclórica dos trópicos. A revolução bolivariana tornou explícito ao continente, sem escusas, a falibilidade do socialismo. É uma aula viva, à disposição daqueles que querem entender o que evitar para um país alcançar desenvolvimento. Qual a consequência pior ainda disso tudo?

No dia 23 de agosto, o  secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, proclamou o “fim da democracia” na Venezuela, cujo governo classificou de “regime”, além de ter chamado a situação que impera no país de “tirania”.

Em carta dirigida ao opositor Leopoldo López, político preso e condenado sem provas o a 14 anos de prisão, Almagro disse que “não há hoje na Venezuela nenhuma liberdade fundamental nem nenhum direito civil ou político”. “Nenhum foro regional, ou sub-regional, pode desconhecer a realidade de que, hoje, na Venezuela, não há democracia nem Estado de Direito”, escreveu Almagro.

Ainda nesta semana, Maduro determinou a exoneração, no prazo de 48 horas, de todos os funcionários públicos em cargos de direção que firmaram o pedido de referendo para revogar seu mandato. Serão entregues listas com “os nomes das pessoas (…) que de forma pública expressaram sua simpatia com a direita venezuelana e participaram do processo de autorização para a ativação do finado referendo revogatório”.

E sabe quando tudo começou? Quando, em sua fome por poder, o falecido Hugo Chávez prometeu redistribuir a riqueza do país para os mais pobres (sempre começa assim).  O pai do “socialismo do século XXI”, ao que tudo indica, desconhecia a máxima econômica de que, para que os recursos possam ser redistribuídos para as massas, eles têm antes de ser produzidos.

Portanto, depois de deixar um país quebrado como se encontra o Brasil hoje e a insistência em seguir os passos da ideologia da esquerda, socialista, chavista, bolivariana, uma coisa está clara: a última coisa que preocupa Dilma é a democracia. Exatamente como Nicolás Maduro.

 

Equipe República de Curitiba

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One comment

  1. Ela está preocupada somente com ela e a democracia, não é o que ela diz? Nunca vi em meus 63 anos de idade uma democracia aonde o governo paga a mídia para calar a boca e não contar os podres deles. Nunca vi uma democracia aonde corruptos pagam para senadores e deputados votarem a favor deles, oferecer ministérios para voltar contra o impeachment. Isso não é democracia, é uma organização criminosa.

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