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Dallagnol alerta para guerra de comunicação contra Lava Jato. Entenda a batalha jornalística – Editorial

 

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O procurador da República, Deltan Dallagnol, fez novamente um alerta hoje sobre a guerra de comunicação que está se travando contra a Operação Lava Jato. Ele mostrou números, dados e destacou as distorções que vêm sendo feitas em cima das informações liberadas pelo Ministério Público Federal. “Existe uma guerra de comunicação contra a Lava Jato em que mentiras são repetidas mil vezes para parecerem verdade”, afirmou Dallagnol.

 

Está claro, principalmente agora era digital, que a imparcialidade jornalística não passa de um mito. A verdade é que notícias são o resultado de observações e interpretações feitas por seres humanos que estão irremediavelmente comprometidos por sua educação, cultura e outros fatores que moldam a qualquer pessoa. Cada um vai ver diferentes aspectos de um evento, ouvir oradores de forma diferente, entendê-los de forma diferente e, talvez mais importante, colocar esses eventos em diferentes contextos. Tudo isso define uma reportagem. Mesmo o observador mais bem treinado, fazendo seu mais diligente trabalho, não escapará da parcialidade.

Então, se cada notícia tem um viés, mesmo que não seja intencional, como a opinião pública pode reconhecer a verdade dos fatos?

O conceito de objetividade jornalística (princípio que prega que o texto deve ser orientado pelas informações objetivas) começou a aparecer e ser discutido especialmente na década de 1920, com o crescente reconhecimento de que os jornalistas estavam inconscientemente cheios de preconceito. Foi na mesma altura em que Freud desenvolvia suas teorias sobre o inconsciente e pintores como Picasso experimentavam o cubismo. Havia um grande interesse na subjetividade humana.

De lá pra cá, as escolas de jornalismo se preocuparam em compreender como permitir ao público a dignidade de desenhar suas próprias conclusões, livres de qualquer poluição injetada pelo jornalista. A preocupação ainda existe, porém só nos livros.

Ela desapareceu por completo das empresas jornalísticas, responsáveis por produzir notícias imparciais, que são fontes para canais que desenvolvem a opinião jornalística, como o caso da página República de Curitiba. E o pior, hoje, essas empresas não apenas apagaram qualquer traço de neutralidade, como se dedicam a distorcer maliciosamente as informações oficiais.

Por isso, sugerimos ao leitor um exercício simples: procure as fontes oficiais das informações, como a página do procurador Deltan Dallagnol ou a 10 Medidas contra Corrupção. E também procure refletir uma grande variedade de opiniões e explorar pontos de vista conflitantes. Aqui na República de Curitiba alimentamos um posicionamento evidente diante dos fatos. Nos esforçamos para sempre distinguir claramente o fato da opinião. Para nós, isso sse chama respeito ao leitor.

 

Elisa Robson é jornalista e administradora da página República de Curitiba.

19.09.2016

 

 

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3 Comentários

  1. Mariana disse:

    Estas tendências maliciosas não podem ser um mero “livre exercício da profissão”, “livre imprensa”, isto é ser cúmplice e promover apologia ao crime!

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  2. Mariana disse:

    Estas tendências maliciosas não podem ser chamadas de “livre exercício da profissão”, “livre imprensa” isto é ser cúmplice e fazer apologia ao crime !

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  3. IVAN DA SILVA disse:

    Qual valor total?

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