O PT gastou como se não houvesse amanhã. Agora, limitar gastos públicos é nossa obrigação – Editorial

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Qualquer um que administre seu extrato bancário de forma consciente sabe o que precisa ser feito  quando está desempregado e com dívidas: reduzir imediatamente as despesas.  Se  ignorar isso, chegará um momento em que a conta vai explodir. Não fechará mais nenhum mês no azul e a dívida se tornará impagável para seu nível de renda.

Essa é rigorosamente a situação das contas nacionais. No ano passado, as contas do Brasil fecharam no vermelho, com um rombo histórico. Fruto do abandono da prudência fiscal da última década, para simplificar.

Entre 2008 e 2015, de acordo com o Ministério da Fazenda, os gastos públicos cresceram 51% acima da inflação. A receita evoluiu 14,5%. Ou seja, o governo do PT gastou como se não houvesse amanhã, mesmo com a queda de arrecadação. Veja que não se trata de uma avaliação qualitativa ou ideológica do governo, mas de simples matemática.

Eles gastaram muito mais (+51%) do que o aumento da renda (+14%).

Terminamos o ano passado com uma dívida pública de quase R$ 3 TRILHÕES, mais do que o dobro da dívida de quando o partido do governo anterior subiu ao poder, em 2003. Mais preocupante ainda foi sua evolução recente: de 2014 para 2015, intervalo de apenas um ano, a dívida pública brasileira cresceu nada menos do que + 21,7%.

Se nada for feito, a questão é muito simples: vai faltar dinheiro.

E em breve enfrentaremos uma situação de paralisação de serviços públicos essenciais. Alguns exemplos recentes do caos no serviço público são o atraso no pagamento de salário de servidores fluminenses e o colapso na segurança pública no Rio Grande do Sul. O risco é que esses problemas venham a se repetir em nível nacional.

Mas agora, o governo Temer obteve, nesta quinta (7), uma importantíssima vitória: a aprovação do texto-base da chamada PEC do Teto. Ela estabelece um limite para os gastos do governo, por duas décadas, que não podem ultrapassar a cada ano a correção da inflação dos 12 meses anteriores.  Isso significa que a  DESPESA não terá crescimento real pelos próximos 20 anos. Apenas avanços de acordo com a inflação.

Claro que a oposição fez o diabo para impedir a aprovação, classificando a medida como a “PEC do golpe”.

A verdade é que vamos impor ao setor público a mesma restrição orçamentária que nós, indivíduos, temos de administrar a cada dia.  Não tem outra saída, ou o governo vai gastar menos do que arrecada, ou vamos quebrar.

Apesar disso, é fundamental lembrar: limitar gastos será muito importante, mas consciência administrativa é essencial. Por isso, os brasileiros precisam estar a par dos acontecimentos do país. De olho, cobrando, acompanhando os passos de qualquer governo. A capilaridade das redes sociais e páginas como a República de Curitiba são as nossas melhores ferramentas para isso.

 

Elisa Robson é jornalista e administradora da página República de Curitiba.

7 de outubro de 2016.

 

 

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