Depois da orgia financeira do PT, limitar gastos é apenas o recomeço

Posted by

 

foto-elisa-x

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para o aumento dos gastos públicos pelas próximas duas décadas foi aprovada pela Câmara dos Deputados nessa semana. A medida causou polêmica, mas é extremamente necessária. A crise em que o país se encontra hoje é, sobretudo, resultado das pedaladas e orgias financeiras praticadas por anos a fio, pelo governo ingerente e irresponsável do PT.

Agora, a PEC do teto de gastos é uma das principais “armas” da equipe econômica para tentar reequilibrar as contas públicas nos próximos anos e impedir que a dívida do setor público, que atingiu 70% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, aumente ainda mais.A justificativa do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é de que governo vem se endividando e pagando juros muito altos para poder financiar essa conta.

Segundo o texto, o governo, assim como as outras esferas, poderão gastar o mesmo valor que foi gasto no ano anterior, corrigido pela inflação. Ou seja, tirando a inflação, o limite será o mesmo valor do ano que passou.A proposta é de que a PEC seja aplicada pelos próximos 20 anos. Mas a partir do décimo ano, o presidente da República que estiver no poder poderá alterar o formato de correção das despesas públicas.

A medida se aplica para todos os tipos de gastos do governo?

Em 2017, haverá exceção para as áreas de saúde e educação, que somente passarão a obedecer o limite a partir de 2018, segundo o governo. Atualmente, a Constituição especifica um percentual mínimo da arrecadação da União que deve ser destinado para esses setores.

Em entrevista à rádio Estadão, o presidente Michel Temer disse que o teto não é para a saúde, para a educação ou para a cultura. O teto é global. Ele afirmou ainda que quando o governo for formalizar qualquer proposta de orçamento, é possível que tenha de rever projetos de obras públicas, por exemplo, “para compensar sempre saúde e educação”.

Não há dúvidas de que a medida é válida. A mensagem que o país está passando é a de que o Brasil está  está comprometido, por um longo tempo, com o equilíbrio das suas contas.

Um plano de longa duração substituirá ações mais drásticas, como aumentar impostos ou cortar despesas imediatamente, o que poderia agravar o desemprego.

Enfim, temos que tomar as providências necessárias hoje para o futuro do Brasil. Não dá mais para viver como Alice no País das Pedaladas.

 

Elisa Robson é jornalista e adminsitradora da página República de Curitiba

 

 

Advertisements
Anúncios

Deixe uma resposta