PSOL, de Freixo, festeja a morte do judeu Shimon Peres. O que isso diz sobre a esquerda?

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O  PSOL divulgou esta semana um texto intitulado: “Shimon Peres – Morreu o genocida Prêmio Nobel da Paz”. O material oficial do partido, recheado de mentiras, destila tanto ódio contra os judeus quanto uma publicidade nazista dos anos 1930. O autor acusa: “É o responsável direto das agressões e bombardeios, execuções extrajudiciais e violação dos direitos humanos que sofrera durante décadas o povo palestino. Peres tem sido o ideólogo do terrorismo do estado na sua máxima expressão”.

A cultura antissemita do PSOL é repulsiva.

Shimon Peres foi simplesmente um falcão da democracia.

Nos anos 90, como ministro do Exterior, liderou as negociações que resultaram no acordo de paz de Oslo. E por esse trabalho dividiu o Prêmio Nobel com o primeiro-ministro, Yitzhak Rabin, e o líder palestino Yasser Arafat.

Ele se referiu aos palestinos como os vizinhos mais próximos, que deveriam, um dia, se tornar os melhores amigos. E defendeu a coexistência com dois estados para os dois povos.

Peres pertenceu à geração de políticos que fundaram o estado israelense, em 1948. Durante toda sua vida, serviu ao seu país. Iniciou a carreira pegando em armas e depois se tornou um dos maiores defensores da paz.

Se retirou da política há dois anos, para se dedicar ao Centro Shimon Peres da Paz. A saúde dele se deteriorou e ele faleceu no dia 27 de setembro deste ano,  em consequência de um acidente vascular cerebral, aos 93 anos.

A divulgação de um ataque direto do PSOL ao ex-presidente israelense deixa claro que o partido corrobora, como solução dos conflitos entre Israel e a Palestina, da mesma posição dos radicais palestinos: a completa abolição do estado israelense.

Na opinião da esquerda radical brasileira, Israel não tem o simples direito de existir. Não pode se defender, como qualquer estado o faz aos ser atacado. Além disso, o fato de o terrorismo ser adotado como principal arma para exterminar o povo de Israel, parece ser visto apenas como forma de “defesa”, não como uma das mais covardes formas de agressão que presenciamos hoje no mundo inteiro.

Isso tudo nos ajuda a entender porque o candidato do PSOL à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, defendeu o nome do ex-deputado Babá, depois desse ter gravado um vídeo queimando a bandeira de Israel em praça pública.

Por fim, é importante lembrar que a extrema esquerda prega a submissão integral da sociedade a uma ideologia do Partido-Estado, a extinção completa dos valores morais e religiosos tradicionais, o igualitarismo forçado por meio da intervenção fiscal, judiciária e policial. Para eles, o que vale é a imposição da uniformidade moral e religiosa e a transmutação de toda a sociedade numa militância patriótica obediente e disciplinada.

Exatamente o oposto da democracia pela qual tanto lutou Shimon Peres.

Elisa Robson é jornalista e administradora da página República de Curitiba.

14 de outbro de 2016.

 

 

 

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