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Para Lula, agentes da lei são ignorantes e não sabem como funciona o governo federal

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Em artigo publicado nesta terça-feira (18), no jornal Folha de S. Paulo, o ex-presidente Lula afirmou que agentes da lei não sabem como funciona o governo federal. Ele conta que chegou a essa conclusão depois que prestou depoimentos à força-tarefa da Lava Jato, que investiga a sua participação do caso do “Petrolão”, esquema de corrupção e desvio de fundos que ocorreu na Petrobras, a maior empresa estatal brasileira, durante todo o seu governo.

Em seu julgamento, as perguntas feitas pela equipe de delegados e promotores foram de pessoas que não sabiam como funcionava, por exemplo, um processo de licitação ou os trâmites adotados pelo BNDES.

Percebo, também, uma perigosa ignorância de agentes da lei quanto ao funcionamento do governo e das instituições. Cheguei a essa conclusão nos depoimentos que prestei a delegados e promotores que não sabiam como funciona um governo de coalizão, como tramita uma medida provisória, como se procede numa licitação, como se dá a análise e aprovação, colegiada e técnica, de financiamentos em um banco público, como o BNDES.

Em seu artigo, ele também acusa a polícia federal e promotores de “abuso” no tratamento dispensado à sua investigação e se ressente do juiz Sérgio Moro ter aceitado denúncia contra ele, o que chamou de “caçada ao PT”. Para Lula, foi esse o procedimento que causou as derrota do partido nas últimas eleições.

Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política. Basta observar a reta final das eleições municipais para constatar a caçada ao PT: a aceitação de uma denúncia contra mim, cinco dias depois de apresentada, e a prisão de dois ex-ministros de meu governo foram episódios espetaculosos que certamente interferiram no resultado do pleito.

Organização criminosa

O líder máximo do PT também se diz inocente quanto aos atos ilícitos da Petrobras, uma vez que, segundo afirma, jamais participou de qualquer movimento de corrupção no governo federal. Ele também acrescenta que “organização criminosa” foi um título inventado pela imprensa, e não surgido da opinião pública, depois das denúncias envolvendo praticamente todos os petistas que trabalharam em seu governo. Para Lula, esta é uma “tese maliciosa”.

Jamais pratiquei, autorizei ou me beneficiei de atos ilícitos na Petrobras ou em qualquer outro setor do governo. Desde a campanha eleitoral de 2014, trabalha-se a narrativa de ser o PT não mais partido, mas uma “organização criminosa”, e eu o chefe dessa organização. Essa ideia foi martelada sem descanso por manchetes, capas de revista, rádio e televisão. 

Não descarto que meus acusadores acreditem nessa tese maliciosa, talvez julgando os demais por seu próprio código moral. Mas salta aos olhos até mesmo a desproporção entre os bilionários desvios investigados e o que apontam como suposto butim do “chefe”, evidenciando a falácia do enredo.

Prejuízo

A força-tarefa do Ministério Público Federal, que cuida da Operação Lava Jato, denunciou, no mês passado, o ex-presidente à Justiça. Os procuradores afirmam que Lula cometeu crimes ao receber vantagens indevidas da empreiteira OAS na compra do apartamento tríplex no edifício Solaris, em Guarujá, litoral de São Paulo. A OAS é uma das empreiteiras participantes do Petrolão, o grande esquema de corrupção instalado durante o governo Lula na Petrobras.

A empreiteira não apenas reservou o imóvel como o reformou completamente, sob orientação da família de Lula. Quando o caso se tornou público, Lula desistiu da compra. A denúncia foi encaminhada ao juiz federal Sergio Moro, em Curitiba, Paraná. Dentro da Lava Jato, ele já foi acusado de tentar sabotar as investigações, na tentativa da compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Lula também é investigado pela compra do sítio de Atibaia, reformado com ajuda de outra empreiteira envolvida no Petrolão, a Odebrecht.

O Petrolão foi um esquema usado para desviar dinheiro da Petrobras através de contratos superfaturados e dinheiro sujo para benefício de políticos. Este dinheiro também era usado para barganhas políticas, para comprar votos e para financiar campanhas políticas. O prejuízo causado pelas irregularidades na Petrobras, descobertas pela Lava Jato, pode chegar à casa dos R$ 42,8 bilhões, de acordo com o laudo de perícia criminal anexado pela Polícia Federal (PF) em um dos processos da operação.

18 de outubro de 2016


2 Comentários

  1. ESSE LULA TEM QUE SER PRESO MESMO. QUE SAFADO, TENTANDO DESVIAR O FOCO E BANCAR A VÍTIMA AGORA?? Malandro, X-9.

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  2. OZIAS winckler disse:

    Ok! Agora se sabe o certeza que para se transformar um país e Comunismo tem-se que comprar os políticos do país. e foi o que êle estava fazendo,pois como disse o Juia do Supremo que agora eu não lembro o nome ,êles já tinham dinheiro suficiente para se reeleger até 2030. Um grande abraço !

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