50 executivos da Odebrecht vão entregar até 200 parlamentares em acordo de delação com o MPF

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marcelo-dilma

 

Cerca de 50 executivos da Odebrecht estão prestes a fazer a delação premiada em conjunto, em um acordo a ser assinado com o Ministério Público Federal em até três semanas. A previsão é que sejam entregues  200 parlamentares, além  de dez governadores e e ex-governadores. Lula, Dilma  e o atual presidente Michel Temer também foram citados pelso delatores.

A delação da Odebrecht tem potencial para provocar enorme impacto no mundo político, uma vez que atinge praticamente todos os partidos.

Quando já completava um ano de prisão do ex-presidente da empresa Marcelo Odebrecht em Curitiba, a Odebrecht passou a negociar um acordo de colaboração coletivo, incluindo não só os atuais dirigentes, mas também ex-funcionários da empresa.

Por essa negociação, Marcelo Odebrecht permaneceria quatro anos preso em regime fechado e dinheiro seria devolvido aos cofres públicos, em valores ainda não definidos.

Até aqui, os representantes da Odebrecht que aderiram à delação premiada forneceram apenas informações preliminares. A partir da assinatura do acordo é que prestarão depoimentos oficiais, formalizando assim a deleção premiada em troca de benefícios como penas de prisão reduzidas.

Só depois de assinado com o Ministério Público Federal é que o acordo é encaminhado ao ministro Teori Zawaski, relator no Supremo Tribunal Federal dos processos relativos à Operação Lava Jato.

Se seguir como em casos anteriores, a delação premiada da Odebrecht ficará em segredo até a abertura dos inquéritos referentes aos fatos delatados. Mas, diante do impacto e dos vazamentos já acontecidos até aqui, isso pode mudar.

As informações são das jornalistas Cristiana Lôbo e Mariana Oliveira.

 

 

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