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“O PT não foi radical o suficiente”, avisa presidente do PSOL

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O presidente nacional do PSOL, Luiz Araújo, declarou ontem (29)  que a esquerda está num momento de “reorganização” e, por isso, seu partido quer trazer segmentos que estavam em “órbita” do PT para apoiar seus candidatos.  “Achamos que existe um segmento da esquerda dentro do petismo e em outros partidos que continuam lutando, defendendo teses”. E destacou também que a crítica central do PSOL ao governo Lula-Dilma é de que o “PT não foi  radical o suficiente no seu programa”.

Araújo reconhece ainda que o “desastre desta eleição para o PT atingiu toda a esquerda”. No entanto, em um aspecto considerou positivo: o do seu partido começar a ocupar o lugar do PT. “A eleição  foi uma vitória da direita, mas, olhando, pelo lado da esquerda, o PT perdeu protagonismo no país inteiro, e o PSOL começou  a ocupar esse espaço”.

Corrupção

Embora ainda não tenha se firmado no cenário nacional, o partido já se envolveu em escândalo de corrupção. Em janeiro deste ano, a então presidente do partido no Rio de Janeiro, a deputada estadual Janira Rocha, 52 anos, foi desmascarada após aparecer em gravações admitindo ter cometido uma série de fraudes e desvios de dinheiro público.

As ações da parlamentar vieram à tona depois que dois de seus ex-assessores, Marcos Paulo Alves e Cristiano Ribeiro Valladão, foram presos tentando vender para a deputada estadual licenciada Cidinha Campos (PDT), atual secretária estadual de Defesa do Consumidor, por R$ 1,5 milhão, um dossiê com documentos e fitas gravadas.

 

Ideias centrais do PSOL

Em dez anos, o partido de Luciana Genro, Jean Wyllys, Marcelo Freixo e Chico Alencar, fez uma série de discursos sobre muitos assuntos. Da economia aos direitos civis. Reproduzimos aqui os principais trechos do artigo de Rodrigo Silva, do site Spotniks, sobre o perfil do partido. Para ler o conteúdo na íntegra, acesse o link no final da matéria:

  • Que é possível ter democracia sem democracia.

O partido apoia publicamente a ditadura venezuelana. Ano passado, o PSOL lançou moção de repúdio aos senadores que viajaram a Caracas para visitar lideranças políticas aprisionadas e perseguidas pela revolução, em apoio ao regime. Para o PSOL, a democracia sem democracia venezuelana é exemplo para o continente.

  • Que taxar os ricos é mais importante que reduzir a carga tributária dos pobres.

O PSOL acredita que a tributação sobre grandes fortunas é mais do que uma necessidade, mas “uma obrigação moral num país com desigualdade abissal”, como o nosso.

No Brasil, cerca de 48,9% da renda dos mais pobres é destinada ao pagamento de impostos – enquanto para os mais ricos, eles pesam 26,3%. A carga tributária é um peso robusto sobre a vida do trabalhador brasileiro – que paga sempre muito caro em qualquer ocasião: quando nasce, quando morre, quando fica são e doente, quando trabalha e quando viaja em descanso. Cerca de 53% dos impostos coletados pelo governo brasileiros são pagos por pessoas que recebem até 3 salários mínimos.

Para o PSOL, no entanto, mais importante do que uma ampla redução na carga tributária dos mais pobres, é o aumento dos impostos para os mais ricos. Só tem um problema: essa ideia não apenas não funciona, como gera um processo completamente inverso.

  •  Que grandes empresas fazem investimento em campanha. Partidos políticos não.

O PSOL acredita que empresas não doam para partidos políticos: fazem investimentos. E por isso, o partido critica doações empresariais para campanhas eleitorais. O que o partido não condena é o investimento político na corrupção: quando partidos alugam suas bases distantes de quaisquer pretensões ideológicas em troca de cargos, comissões ou tempos de tv. O próprio PSOL, em eleições locais, já se aliou com PT, PMDB, PR, PSB, PDT, PCdoB, PSC, PRB, PTC e PTN – além de PSDB, DEM e PPS. Num momento em que, contra o impeachment, Dilma oferece cinco ministérios ao PMDB como troca de moeda para acalmá-lo, a indignação do PSOL é seletiva.

  • Que a homofobia deve ser denunciada. Menos contra lideranças homofóbicas de esquerda.

O PSOL é um partido que se orgulha do protagonismo na luta contra a homofobia. Mas essa luta também possui seus poréns. Quando políticos não alinhados com o partido vociferam opiniões homofóbicas, o PSOL prontamente lança seu repúdio. Quando o mesmo ocorre com lideranças alinhadas, porém, a situação não se repete.

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, já declarou abertamente sua posição homfóbica. A mesma situação é visível em relação à homofobia perpetuada pelo regime cubano, que perseguiu dezenas de milhares de gays, lésbicas e transexuais no último século – situação que ainda ocorre, de outros modo.

  • Que melhorar a educação e desenvolver o país só é possível por um único caminho: aumentando gastos.

Para o PSOL, o segredo para o nosso desenvolvimento é simples: jogar mais dinheiro nas mãos do Estado. Como citamos aqui, o valor gasto pelo governo com educação no país representava 5,7% do PIB em 2012. A taxa, apesar de parecer pequena, é superior ao gasto com educação por países como Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Itália, Rússia, Alemanha, Canadá e Austrália no mesmo ano.

Mas não pense que essa é uma boa estatística: dado o nosso baixo desempenho em diversos rankings de educação (inclusive entre os realizados dentro do próprio país), é fácil entender como boa parte desse dinheiro é mal administrado.

Mas isso não é o bastante: o partido de Luciana Genro quer aumentar ainda mais esse valor. Para o PSOL, um sistema construído com claros problemas de gestão deve receber de forma imediata dinheiro mal investido

Quem paga a conta no final? Você, como não haveria de ser diferente.

  • Que no meu corpo, o que manda são as minhas regras. Menos quando diz respeito à legítima defesa.

Para o PSOL, a legítima defesa não é um direito humano. Desse modo, o partido acredita que o direito à posse de armas deve ser violado – por isso, atua como poucos contra essa bandeira.

O desarmamento, no entanto, é a política dos senhores de escravos, dos que proibiam negros de possuírem até cães como forma de evitar que revidassem os abusos. É a política do fascismo, do stalinismo, do nazismo, dos tiranos de todas as orientações e todos os credos que ameaçavam de morte quem ousava não se desarmar.

O texto na íntegra do Spotniks está disponível em: http://spotniks.com/7-coisas-que-aprendi-com-o-psol/

 

 

 


2 Comentários

  1. julio cesar barcelos e manna disse:

    todos violas do mesmo saco. Agora querem reformar o Brasil com o pseudo-socialisto sem resultados.

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  2. Flavia Vitória disse:

    Um partido jamis deferia mandar em uma nação, ou decidir o futuro dela. Não somos escravos desses políticos, não somos seus lacaios nem e muito menos seus subordinados, agem como se fossem dono do país e de nossos desejos para a nossa nação. Agem como ditadores dentro de um país democrático.

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