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Perícia contábil da PF revela engenharia da propina na Odebrecht. Prejuízo de R$ 7 bilhões na Petrobras

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O prejuízo provocado pelo sobrepreço nos negócios entre a Odebrecht e a Petrobras pode chegar a R$ 7 bilhões, estima perícia contábil da Polícia Federal. Entre 2004 e 2014, a empreiteira movimentou R$ 35 bilhões em contratos diretos e em parcerias com a Petrobrás. Em 2014, a Odebrecht possuía operação em 24 estados da federação e em mais de 70 países, tendo uma intrincada e complexa movimentação de recursos financeiros.

A Lava Jato reuniu os registros de doações do Grupo Odebrecht do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e cruzou com os dados encontrados nos balanços contábeis das empresas e elaborou uma tabela repasses a candidaturas em 2014. Constatou-se que o partido político que foi beneficiado com maior volume de recursos foi o PT, com R$ 36,58 milhões. PSDB levou R$ 23,95 milhões.

A gestão da propina

O Setor de Operações Estruturadas, chamado de “departamento da propina” por investigadores, funcionou como órgão para pagamento de propinas e caixa-2 no grupo desde 2006 e foi dissolvido em julho de 2015, um mês após Marcelo Odebrecht e executivos do grupo serem presos pela Lava Jato. Foi instalado dentro da estrutura empresarial para controle, organização e operacionalização de pagamento ilícitos. Incluía em seus serviços não só a contabilidade e o controle financeiros desses dispêndios, mas também da “dissimulação da origem ilícita” dos pagamentos.

Pagamentos

Diretores de contratos, gerentes e líderes empresariais encaminhavam semanalmente demandas para o setor, através de planilhas do sistema MyWebDay e troca de e-mails pelo sistema de intranet Drousys. Duas formas de pagamentos eram efetuadas: por meio de contas secretas mantidas no exterior (caso da propina paga aos dirigentes da Petrobrás) e por entregas de dinheiro em espécie no Brasil, através de operadores do mercado financeiro e doleiros fixos, chamados de prestadores de serviços.

Três executivos eram os responsáveis pelas ordens de pagamentos e pela contabilidade do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht: Hilberto Mascarenhas Alves Da Silva Filho (Charlie), Fernando Migliacci Da Silva (Waterloo) E Luiz Eduardo Da Rocha Soares (Toshio).

As secretárias que cuidavam do funcionamento do “departamento de propina” eram:Maria Lúcia Tavares (Tulia), Ângela Ferreira Palmeira (Tsarina), Alyne Nascimento Borazo E Audenira Jesus Bezerra. Elas atuavam subordinadas aos três executivos recebendo os pedidos de pagamentos, controlando o fluxo de caixa, os balanços, planilhas e ordenamentos a prestadores, como doleiros e agentes do mercado financeiro, para entregas de valores e transferências, dentro e fora do Brasil.

O pagamento de propinas do Grupo Odebrecht seguia a mesma normatização e o sistema de gestão implementado no conglomerado empresarial. O Diretor de Contrato fazia um pedido para seu Diretor Superintendente. Este comunicava a seu Líder Empresarial, que comunicava o Diretor-Presidente. Com o OK, o diretor de contrato enviava o pedido para as secretárias executivas do Setor de Propinas, identificando origem do pedido, fonte do recurso, autorizador e beneficiário.

Fonte: O Estado. Recomendamos a visita na página: http://infograficos.estadao.com.br/politica/a-maior-delacao-da-lava-jato/


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