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O abuso dos cartões corporativos: uma prática maldita herdada do PT que deve ser combatida por Temer

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Pela legislação, o uso do chamado suprimento de fundos – ou seja, os cartões corporativos – não é regra e deve ser usado como exceção e em casos de despesas excepcionais ou de pequeno vulto, como compra de material de consumo, contratação de serviços e pagamento de viagens. Mas, na prática, não é o que acontece.

Os cartões corporativos foram criados pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2001. Destinavam-se justamente a substituir as chamadas contas do “Tipo B”. Antes, o servidor recebia dinheiro vivo, depositava em sua conta bancária e emitia cheques pessoais à medida que realizava os gastos. A mudança veio para dar mais transparência ao gasto público, facilitando a fiscalização. O problema é que a facilidade levou ao exagero.

Para se ter uma ideia, na era PT, havia mais de 13 mil portadores de cartões de pagamento do governo espalhados pelo País. Só em um ano, 2007, dos R$ 53,1 milhões gastos, cerca de R$ 40,9 milhões foram sacados em espécie.

Alguns ministros de Lula chegaram ao ápice do abuso. É o caso de Matilde Ribeiro. A então ministra da Integração Racial gastou, em 2007, R$ 171.500. Sacara o cartão nos estabelecimentos mais improváveis: do Free Shop às choperias.

Orlando Silva, Ministro dos Esportes, optou por devolver aos cofres públicos mais de R$ 30 mil e desta forma pôde permanecer no cargo.  José Dirceu também usou indevidamente os cartões corporativos: desde comprar presentes em camelô e até para pagar diárias no Copacabana Palace, passando também por compra de ursos de pelúcia.

E foi graças a essa facilidade que Lula e sua mulher, Marisa Letícia, gastaram entre 2003 e 2008 o valor de R$ R$ 5,8 milhões, o equivalente a R$ 97 mil por mês em despesas pessoais. Na época, o episódio ficou conhecido como o “Escândalo dos Cartões Corporativos”.

Temer

No dia 31 de outubro deste ano, o líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), apresentou  um requerimento à Mesa Diretora da Casa cobrando informações sobre os gastos do governo Michel Temer com publicidade e uso do cartão corporativo por membros do Executivo. O petista se interessou em  saber quais agências de publicidade foram contratadas, quanto foi gasto na veiculação da propaganda oficial em rádio, TV, revistas e blogs entre maio e outubro deste ano.

Desde que Michel Temer assumiu a Presidência, há quatro meses, o poder Executivo gastou mais de R$ 29 milhões com os cartões. Os valores gastos entre julho e 4 de novembro ultrapassam o total gasto em todo o primeiro semestre de 2016.

Para o economista Paulo Brasil, se o governo propõe uma PEC que limita os gastos públicos, também precisa cortar na própria carne. Para mostrar ao país que está preocupado com as contas públicas, ele sugere que o governo zere as despesas com cartão corporativo.

Em junho deste ano, a Comissão de Transparência do Senado aprovou o projeto de autoria do senador Ronaldo Caiado (GO) que determina divulgação na internet dos gastos pessoais da presidência da República e dos cartões corporativos do governo federal. “Trata-se de um tema atual, pauta de todos os movimentos e pessoas que foram às ruas buscando a transparência e o resultado no gasto público que vem sobrecarregando o cidadão que cada vez mais paga imposto”, declarou o senador.

O país tem o direito de saber onde e como foi gasto cada centavo do dinheiro público, que é gerado com muito sacrifício do povo brasileiro trabalhador e não pode ser usado por corruptos e oportunistas. O PT usou os recursos públicos como se fossem privados. O descaso, a gastança desenfreada, o desperdício com gastos pessoais aconteceram em todos os níveis. Temer deve, sim, tomar as rédeas dessa situação imediatamente, asfixiando essa prática maldita do PT de usar indiscriminadamente os cartões corporativos. Afinal, são recursos que vão faltar na saúde e educação.

8 de novembro de 2016

Elisa Robson é jornalista, especialista em Marketing e Negócios, mestre em Comunicação e Linguagens e administradora da página República de Curitiba.

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