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MPs do Brasil e da Suíça dão o recado: corrupção, evasão de divisas e sonegação são apartidárias

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Conhecida por seu impressionante sistema bancário, incluindo suas lendárias políticas de privacidade, a Suíça, hoje, se vê obrigada a colocar seus bancos no alvo de processos criminais por corrupção e lavagem de dinheiro. E a principal razão disso foi a parceria fechada entre os ministérios públicos suíço e brasileiro, motivada pelo trabalho da Operação Lava Jato, que investiga o mais sofisticado modelo de corrupção já descoberto.

É um caso tão surpreendente, que, no país europeu reconhecido mundialmente por sua estabilidade e confiança, em pouco mais de um ano, mil contas foram bloqueadas em 42 instituições financeiras no país. Um total de US$ 800 milhões já foram congelados e 25 bancos são alvos de investigações. Além disso, mais de  60 processos criminais estão em andamento no principal centro bancário do mundo.

Mas essa avalanche anticorrupção só foi possível graças às denúncias sobre envolvimento de operadores, políticos e executivos brasileiros com instituições financeiras da Suíça. Para se ter uma ideia, nos dias seguintes à prisão de Marcelo Odebrecht, em junho do ano passado, nada menos que 80 denúncias foram apresentadas pelos bancos locais sobre suspeitas de movimentações da empreiteira brasileira.

No momento, a Odebrecht negocia uma delação com a Lava Jato para revelar como participou do esquema de formação de cartel e corrupção na Petrobrás, e trata de um acordo de leniência, com pagamento de multa que pode chegar a R$ 6 bilhões a ser dividida entre Brasil, Estados Unidos e Suíça. Com uma super organização, a empreiteira está mostrando o caminho completo do dinheiro, tanto o que circulou em espécie, quanto o que foi depositado em conta: quem recebeu, quem entregou e como foi entregue. Mas, principalmente, mostrando os políticos envolvidos.

Sem dúvida, os bancos suíços funcionaram como plataforma de transferências de propinas entre os investigados na Lava Jato.  E com esse caso sofisticado de corrupção sendo revelado em âmbito internacional, não é de se estranhar o comportamento de gente como presidente do Senado, Renan Calheiros, rodeado por Aécio Neves, que, do alto do seu cinismo, chegou a convidar o juiz Sérgio Moro e demais autoridades para “discutir” a Lei de Abuso de Autoridade.

12 de novembro de 2016.

Elisa Robson é jornalista, especialista em Marketing e Negócios, mestre em Comunicação e Linguagens e administradora da página República de Curitiba.

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2 Comentários

  1. Iria Hegele disse:

    Onde a verdade se encontra,quando existem tantas facetas e negociações?

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  2. Ignez Zenti disse:

    QUERIDOS AS NOTICIAS DA ((REPUBLICA DE CURITIBA ))) SAO NOVAS E VERDADEIRAS NAO ESCONDEM NADA !!! BEIJOS E BENCAOS DA MAMA

    ________________________________

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