“This is my man”. Fique tranquilo, até Obama foi enganado por Lula

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Por Elisa Robson*

A frase: “a mentira é muitas vezes tão involuntária como a respiração” pode ser considerada um exagero pelo cidadão comum e trabalhador, preocupado em tocar a vida dentro das regras. Mas se esse mesmo cidadão estiver acompanhando a trajetória do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, com certeza, avaliará que a sentença acima é algo bem palatável.

Uma das provas disso é que as delações da Odebrecht, que agora estão atingindo em cheio Lula, Dilma e toda trupe, revelam não apenas o circuito do dinheiro ilegal, mas uma grande rede de mentiras que sustentou todo o governo do PT.

Documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) tornados públicos indicam o repasse de R$ 50 milhões da Odebrecht, pago pelo departamento de propina da empresa, à campanha da ex-presidente Dilma Rousseff. A ideia era conseguir benefícios tributários para a petroquímica Braskem. O ministro de Lula Guido Mantega foi quem negociou a quantia.

Além disso, Marcelo Odebrecht contou aos procuradores da Operação Lava Jato que a empresa mantinha um caixa exclusivo em nome de Lula. Era uma conta com o objetivo de manter o petista influente depois que saísse da Presidência da República. Esse “fundo” era gerenciado pelo ex-ministro Antonio Palocci, preso desde setembro. Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci que também chegou a ficar preso em Curitiba, é apontado como um dos encarregados de transportar o dinheiro em espécie que abastecia a “conta”, batizada de “amigo”. Outro meio de consolidar a influência do petista, segundo os delatores, foi o financiamento de campanhas de líderes de esquerda latino-americanos em países onde a empreiteira tem atuação.

As confissões premiadas trazem detalhes e provas dos crimes de corrupção. Não obstante, Lula continua insistindo em um discurso com alta carga de hipocrisia. Ele diz que jamais solicitou qualquer vantagem indevida, que os promotores atribuem bens que não são dele, e criticou o juiz Sérgio Moro por aceitar uma “denúncia absurda”.

Muita gente que acreditou em Lula sente-se mal por isso nesse momento. É compreensível. Afinal, até Obama caiu nessa.

Certa vez, em uma roda de líderes mundiais, pouco antes do início da reunião do G20, o então presidente norte-americano trocou um aperto de mãos com o presidente brasileiro e exclamou:“Esse é o cara! Eu adoro esse cara!” (“This is my man”). Na ocasião estava presente o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd.

Em seguida, enquanto Lula cumprimentava Rudd, Obama disse, novamente apontando para Lula: “Esse é o político mais popular da Terra”. Rudd aproveita a deixa e diz : “O mais popular político de longo mandato”. “É porque ele é boa pinta”, acrescenta Obama.

Se essa história servir para alguma coisa deve ser, pelo menos, para consolar os brasileiros que um dia confiaram seus impostos a esse homem.

*Elisa Robson é jornalista, administradora da página República de Curitiba e do site Movimento Mãos Limpas.

 

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3 comments

  1. Queremos ve-lo definhar na cadeia.
    Ele e todos os filhos dele também!
    Todos os comparsas e capangas. Cadeia e marmita pra todos.
    Está demorando muito!

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