Governo Kirchner recebeu 35 milhões de dólares em suborno da Odebrecht

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cristina-lula

Na Argentina, as revelações da Odebrecht devem arrastar o casal Kirchner para o escândalo Petrobrás. Na delação da empreiteira, executivos relataram que, entre 2007 e 2014, pagaram US$ 35 milhões (114 milhões de reais)  a funcionários dos dois últimos governos por obras no país. O suborno permitiu à empresa ter acesso a contratos de aproximadamente 278 milhões de dólares (909 milhões de reais).

Em um acordo judicial assinado nos Estados Unidos, a empresa admitiu a montagem de uma rede de pagamento de propinas em países da América Latina, entre eles a Argentina. E dois nomes importantes dos governos Kirchner apareceram nas acusações. O do deputado Julio de Vido, que foi ministro do Planejamento, pasta responsável pelas obras de infraestrutura, e o do ex-secretário de Transportes Ricardo Jaime – preso em 2016, em outro caso de corrupção internacional. O Ministério Público da Argentina tem ao menos duas investigações relacionadas à Lava Jato.

O Governo do presidente Mauricio Macri, através do Escritório Anticorrupção (OA, na sigla em espanhol), pediu aos Estados Unidos os detalhes desse acordo para investigar possíveis responsabilidades locais.
Até 2005, a Odebrecht só havia construído na Argentina a represa em Neuquén e a rodovia do Oeste, que faz conexões de Buenos Aires com sua periferia. O grande salto ocorreu com a chegada do kirchnerismo. Tanto Néstor Kirchner (2003-2007) como sua esposa e sucessora, Cristina Kirchner (2007-2015) deram um impulso sem precedentes às obras públicas.

A Odebrecht foi beneficiada pelo tratamento preferencial à empresa do Mercosul e à boa sintonia dos Kirchner com os presidentes  brasileiros Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011) e Dilma Rousseff (2011-2016). Em sociedade temporária com outras empresas, a Odebrecht obteve contratos do Estado argentino por 10,73 bilhões de pesos, equivalentes a 2,55 bilhões de dólares ao câmbio de 2011, ano da última licitação ganha pela empresa, e a 671 milhões de dólares (2,2 bilhões de reais) pela cotação atual.

Com informações de o Estado de S. Paulo e El País.

 

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