Antes de escolher novo ministro, Temer vai aguardar decisão do STF sobre o próximo relator da Lava Jato

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O Palácio do Planalto demonstra simpatia pela possibilidade de o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) escolher o novo relator da Lava-Jato, em substituição a Teori Zavascki, e o presidente Michel Temer deve esperar essa definição para indicar o ministro que vai ocupar a cadeira na Corte. A presidente do Supremo, Cármen Lúcia, deve conversar com os demais ministros do tribunal já na próxima semana antes de tomar a decisão.

A solução da relatoria da Lava-Jato pelo Supremo atenderia ao desejo do Planalto de evitar pressões para a escolha do novo ministro. A ideia do governo era de fazer a nomeação do sucessor de Teori de forma rápida com esse objetivo.

— O STF já sinalizou que vai definir o novo relator. Para o governo, essa sinalização é boa. O presidente Temer só vai decidir um novo ministro depois que houver um relator — diz um auxiliar de Michel Temer.

Cármen Lúcia pretende conversar reservadamente com colegas sobre o futuro da Lava-Jato na Corte e tomar a decisão. O regimento da Casa permite que seja determinado um novo sorteio da relatoria. O Planalto espera que o Supremo decida a questão em pouco tempo, para que possa também resolver de forma célere o novo ocupante da cadeira.

Por ter amplo trânsito no meio jurídico, uma vez que é professor de direito constitucional, Temer vai conduzir pessoalmente o processo de escolha. A preocupação do governo é de buscar um nome técnico para evitar acusações de que busca interferir nos rumos da Lava-Jato.

CÁRMEN FICA COM DECISÕES URGENTES

Ministros do tribunal têm a expectativa de serem consultados sobre a controvérsia. Nos bastidores, a Cármen Lúcia deverá conversar sobre o assunto com alguns colegas na próxima semana.

Um dos ministros que Cármen Lúcia mais consultava era o próprio Teori. Ela também é bastante próxima de Celso de Mello, o mais antigo integrante do STF. Entre os ministros, Celso é visto como uma espécie de enciclopédia, capaz de reunir na memória o conhecimento sobre as regras do regimento e da jurisprudência do tribunal. Apesar de saber o peso que terá sua decisão, a ministra não tem pressa.Pretende aguardar alguns dias antes de começar as tratativas, em respeito à morte do colega de trabalho e amigo.

Até o dia 31 de janeiro, último dia do recesso no STF, as decisões mais urgentes sobre a Lava-Jato e os demais processos dos tribunal ficam a cargo da presidente, que atua neste mês em regime de plantão. A partir do dia 1º, será necessário definir a quem caberiam as decisões urgentes, até que fique definida a relatoria definitiva da Lava-Jato. A tendência é que essa pessoa seja Luís Roberto Barroso, que tomou posse no STF logo depois de Teori. Essa regra também está prevista no regimento.

Fonte: O Globo

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2 comments

  1. Está muito sério a substituição do relator…não tem nenhum confiável e a presidente me parecese intimidar petante os homens da capa preta…O decano Celso foi o primriro a falar no caso do Renan, e deveria ser o ultimo. A presidente já sabia de tudo…o que aconteceu? O decano mudou o voto dele r o restante do bloco foi atrás…estamos ferrados!!!

  2. Por que nao aceita Juiz Sergio moro, ou Dra. Janaina !!! Nos os brasileiros nao confiamos nem no Temer!!!! Quanto mais em todos que estao ao redor dele !!! nos queremos o Sergio Moro ou Dra. Janaina !!! Ninguem do governo. Carmen Lucia tem pavor de homologar !! Vao mata-la antes disso !!!

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