Partidos se preparam para tirar Janot da Lava Jato

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Na estratégia traçada por partidos atingidos pela Lava Jato para se blindar contra as investigações está a iniciativa de impedir na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) qualquer tentativa de recondução do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ou de aprovar alguém ligado a ele. O escolhido pelo presidente da República é sabatinado na comissão comandada por Edison Lobão e precisa ter o nome aprovado no plenário do Senado. As discussões sobre a sucessão na PGR (Procuradoria Geral da República) começam hoje em encontro que vai reunir os pré-candidatos à lista tríplice. O mandato de Janot termina em setembro.

 

Senadores dizem que Temer pode indicar um nome da lista tríplice apresentada pelos procuradores, seguindo a tradição, mas o Senado não tem compromisso de aprovar.

 

CCJ

 

Para a CCJ, Edison lobão, do PMDB, foi formalmente eleito presidente, com apoio de lideranças do partido – o líder do PMDB, Renan Calheiros, o ex-presidente José Sarney e o líder do governo no Congresso, Romero Jucá. Teve um único voto contrário na comissão, o do senador Randolfe Rodrigues, da Rede.

 

A Comissão de Constituição e Justiça é uma das mais importantes do Senado. Além da análise dos indicados para o Supremo, também vai sabatinar os indicados para a Procuradoria Geral da República. Os pedidos de cassação de mandatos de senadores também são analisados pela comissão, que precisa dizer se os processos seguiram ou não a lei.

 

Dos 13 senadores investigados na Lava Jato, dez estão na comissão. Cinco são titulares, entre eles, o presidente Edison Lobão, investigado em dois inquéritos. E cinco suplentes.

 

Janot

 

Nesta semana, ao pedir autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para a instauração de inquérito destinado a apurar o crime de embaraço à Operação Lava Jato supostamente cometido pelo ex-presidente José Sarney, os senadores peemedebistas Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR) e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, Janot se referiu ao grupo como “quadrilha” e “organização criminosa”.

 

“Está em curso um plano de embaraço da investigação por parte de integrantes da quadrilha e seus associados. Como só acontece em organizações criminosas bem estruturadas, o tráfico de influência é apenas uma das vertentes utilizadas por esses grupos”, afirmou o procurador-geral.

 

No documento, Janot diz que a atuação da Lava Jato, que resultou na prisão de dezenas de pessoas e recuperação de milhões em dinheiro desviado, gerou “grande preocupação de todos os integrantes da organização criminosa“.

 

 

Com informações de O Estado de S. Paulo, Globo e Veja.

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7 comments

  1. Janot não pode mais ser reconduzido. Pela Lei Orgânica do Ministério Público, pode ser indicado uma vez e reconduzido (uma única vez). E ele já foi reconduzido em 2015.

  2. No documento, Janot diz que a atuação da Lava Jato, que resultou na prisão de dezenas de pessoas e recuperação de milhões em dinheiro desviado, gerou “grande preocupação de todos os integrantes da organização criminosa“.

  3. Então porque Rodrigo Janot, não acelera o processo contra essa cambada? Será que ele está conivente, com medo ou não quer desestabilizar o governo golpista que está instalado? Ou será parte do enredo do Golpe que segue seu curso sem anormalidades?

  4. Temos que acabar vom todas as mordomias dos políticos. Tá na constituição; todo cidadão é igual perante a lei. Acabar com o foro privilegiado.

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