Briga de egos no PSDB quer impedir Doria de ser candidato à Presidência

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O governador de São Paulo,Geraldo Alckmin (PSDB), quis ouvir pessoalmente do prefeito da capital paulista, João Doria, que a candidatura à presidência da República nas próximas eleições não está entre suas pretensões. Os dois se encontraram no domingo (19), para uma conversa reservada, no Palácio dos Bandeirantes.
Alckmin é padrinho político de Doria e foi o responsável por bancar a candidatura do prefeito, no ano passado, a contragosto de outros líderes do PSDB. Eleito, o prefeito prometeu atuar como cabo eleitoral de Alckmin na disputa presidencial.De lá para cá, porém, Doria se projetou nacionalmente, tanto pela repercussão da vitória acachapante que conquistou em São Paulo, como pela avaliação positiva de sua atuação nos primeiros meses de mandato –segundo o Datafolha, 44% dizem que sua gestão é boa ou ótima.

Esses dados fizeram do prefeito personagem frequente de análises e, mais recentemente, de pesquisas eleitorais sobre o cenário para o Planalto em 2018.

Tanto na prefeitura como no governo estadual, pessoas próximas dizem que a amizade de Doria e Alckmin continua intocada, mas admitem que entre os auxiliares já existe um ar de desconfiança.

Já nas primeiras semanas de mandato do prefeito começaram as especulações sobre a possibilidade de ele estar imprimindo um ritmo forte de exposição e agendas públicas com vistas a se tornar uma opção para a sucessão de Alckmin ao governo no ano que vem.

Hoje, porém, os mais incomodados com a projeção do prefeito não descartam a possibilidade de ele estar trabalhando de olho em um cenário no qual a crise política se torne tão grave que todos os principais caciques do PSDB, inclusive Alckmin, sejam afetados por desdobramentos de investigações ou pelo descontentamento popular com a classe política tradicional.

Antídoto

Aliados do prefeito ressaltam que ele tem uma longa lista de projetos em parceria com o Estado e que aparecerá mais ao lado de Alckmin.Um exemplo dessa simbiose foi dado nesta segunda-feira (20), quando Alckmin e Doria fizeram uma blitz por postos de gasolina sonegadores de impostos e fraudadores de combustível.

Tanto o prefeito como o governador publicaram vídeos propagandeando a ação em suas redes sociais. Nas palavras de um auxiliar de Alckmin, a exibição da parceria é o melhor “antídoto” para as especulações sobre rachaduras na relação entre os dois.

A exibição desse tipo de atividade é rotina para Doria, mas uma novidade para Alckmin, de perfil mais discreto.

A agenda de atividades conjuntas foi fechada logo no início deste ano. Em janeiro, reportagem da Folha já apontava a intenção do prefeito de programar agendas casadas.

A dobradinha, dizem aliados, interessa a ambos. Doria se consolida como liderança e Alckmin, por sua vez, amplia sua inserção na Grande São Paulo, onde historicamente enfrenta mais resistência de parte do eleitorado.

As informações são da coluna Painel, do site do jornal Folha de S. Paulo.
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9 comments

  1. Mais uma vez vai acontecer de S. Paulo ficar só 2 anos com um prefeito. Culpa dessa aberração de não fazer coincidir todas as eleições. S. Paulo precisaria do Doria por 4 anos

  2. Sinceramente, eu gostaria de saber porque raios as lideranças do PSDB pensam que podem vencer as eleições para Presidência em 2018. Eu simplesmente não faço a menor ideia do que esta fazendo o Aécio, tamanho seu sumiço nas redes sociais e o Alckmin sinceramente não é o meu nome psdbista para a vaga, muito menos o Serra.

    Dória em um mês teve mais destaque que os dois juntos nos últimos 2 anos, contudo, assim como aboli qualquer possibilidade de votar no serra por ter feito de SP um trampolim para sua candidatura a presidência, provavelmente faria o mesmo com o Dória, contudo, necessitamos urgentemente de um líder que tenha a cabeça no lugar e que saiba o que esta fazendo pelo bem da população e não apenas seguindo sua própria agenda para escapar de uma possível condenação em virtude do lixo que vem sendo revelado pela Lava-Jato e Dória me parece que sim, sabe o que esta fazendo e tem um projeto a longo prazo.

  3. Em pouco tempo demonstrou confiança, firmeza e determinação. Precisamos de um presidente assim. Com relação à prefeitura basta o vice continuar o trabalho coma mesma intensidade. Em dois anos creio que fará muito mais em relação àqueles que estiveram e jogaram fora a oportunidade de deixar São Paulo melhor.

  4. Eu acho que o Prefeito tem que agir com muita responsabilidade ao apresentar seus aliados. Diga me com quem andas que direi quem tu és.

  5. Sou do Rio,
    Praticar democracia com essa corja, que não percebeu que o país ja é outro, é impossível
    É um país dos Sérgios Moros, Joãos Dórias…
    De gente de bem…
    Sou brasileiro, sou lava jato…

  6. Apesar da minha idade avançada, já a caminho dos 103 nos, concordo plenamente com o
    Comentário de Gilvan Dias. Dória e a Lava Jato do honrado Juiz Sergio, constituem a esperança dos bons brasileiros.

  7. Doria pode deixar, para seu vice, o programa esquematizado dos seus últimos 2 anos na prefeitura e partir para a presidência.

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