Linguajar obsceno, mentiras e corrupção. Onde está o amor à pátria?

Posted by

screenshot_2017-02-21-15-33-38

Por Elisa Robson*

Há algum tempo, por meio das redes sociais, tive contato com um curioso movimento que espera restaurar a monarquia no Brasil. “Conheci” alguns príncipes, como o perfil de Dom Rafael de Orleans e Bragança, tetraneto do último Imperador do Brasil, Dom Pedro II. Um jovem de trinta anos que é o quarto na linha de sucessão ao Trono Brasileiro. Os três Príncipes à sua frente têm entre setenta e oitenta anos.

Em um primeiro momento, confesso que achei um pouco antiquados os fatos que eles compartilhavam. Uma das notícias dizia que um pequeno grupo de sessenta monarquistas, em recente desfile da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro, tremulava bandeiras do Império (como a que ilustra esse artigo) e distribuía adesivos mostrando o Brasão da Monarquia Brasileira, datado do século XIX.

Porém, ao continuar navegando pelo moderno mundo digital no qual a realeza se propôs a estar presente, descobri logo outros episódios interessantes. Para uma brasileira comum como eu, que aprendeu apenas a história oficial sobre a queda da monarquia, foi muito interessante, por exemplo, conhecer o pensamento reverencioso de Dom Rafael. Ele declarou em uma entrevista:

“Já desde pequeno o meu pai fala do compromisso que tenho com o País. Fui educado para servir ao Brasil, e tomo isso como um dever e uma honra e não como direito.”

Não me lembro de um republicano proferindo palavras com tal sentido. Falando de “dever” e “honra”. Especialmente se considerarmos as que poderiam ser ditas por algum político.

Pelo contrário, “suruba”, “relaxa e goza” e “enfiem as panelas” foram precisamente as expressões direcionadas ao povo brasileiro por pessoas que integram ou integraram a elite política deste país.

A verdade é que o lamentável estado da democracia brasileira pode até não ser o suficiente para darmos uma nova chance à Coroa. Mas, certamente, a briga pelo poder de um Congresso envolto em um escândalo de corrupção bilionário nos faz olhar novamente para aqueles que ainda conservam o amor à pátria.

Devo acrescentar que os monarquistas atuais, aqueles que mencionei no parágrafo anterior, me ensinaram algo digno. Depois que terminou o desfile, eles, pacientemente, sob sol forte, fizeram fila para registrar uma foto com o Príncipe Dom Pedro Alberto, um dos primos do Príncipe Dom Rafael. Educação e civilidade são as principais marcas desse grupo. Isso reflete uma forma de pensar e de se posicionar diante de muitos outros temas.E não se trata apenas de um condicionamento.

Vou lhe mostrar.

Pode parecer irônico, mas como administradora de uma república, a fictícia República de Curitiba, admito que fiquei tocada com a declaração da nobre Charlô Ferreson: “Nós podemos não ser muito conhecidos, mas se educarmos mais as pessoas, acredito que o interesse pelo assunto irá crescer”.

Quem é Charlô, que respeitosamente emitiu sua opinião?  Uma cabeleireira que foi ao desfile do Dia da Independência, para mostrar seu apoio à Monarquia.

*Elisa Robson é jornalista.

 

Advertisements
Anúncios

2 comments

  1. Uma postagem com este título e a bandeira do movimento monárquico, sabe o que o título remete ao leitor? Uma leitura totalmente diferente do conteúdo da postagem. Não sei qual foi a intenção mas, gostei do texto. No entanto, deixo aqui minha ressalva.

  2. Vocês poderiam pensar seriamente em trocar o nome República, utilizado não por menos como um xingamento, afinal república é o mesmo que bagunça na maioria delas. Troquem para Reino, e reconheçam, assim como um crescente número de pessoas vem reconhecendo, Dom Luiz como seu chefe de estado. Grande abraço!

Deixe uma resposta