Ataques dos políticos serão mais intensos a partir de agora, diz Dallagnol

Posted by

d

 

Coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol, 37 anos, tem certeza de que os ataques dos parlamentares à operação serão mais intensos a partir de agora. “Mas o resultado é imprevisível porque tudo depende da continuidade ou não do apoio da população ao combate da impunidade”, disse ele, em entrevista exclusiva ao jornal Correio Braziliente.

Dallagnol, um paranaense da cidade de Pato Branco, está na Lava-Jato desde março de 2014, quando foi deflagrada a primeira fase da operação. Do lado dos investigadores, é o rosto mais conhecido. “Tenho o privilégio de trabalhar com excepcionais profissionais no MPF, na PF e na Receita, que já tinham unido esforços no Banestado, em que a sinergia rendeu bons frutos.”

Há três anos, a Lava-Jato foi iniciada como uma investigação sobre quatro organizações comandadas pelos doleiros Youssef, Nelma, Raul e Chater. “A apuração era promissora para alcançarmos outros operadores financeiros, uma multidão de crimes de lavagem e alguns outros crimes relacionados. Um deles, por exemplo, era o tráfico internacional de grande quantidade de entorpecentes”, lembrou Dallagnol. A seguir os principais trechos da entrevista, feita por e-mail.

Qual é o balanço que o senhor faz da operação agora, três anos depois que ela se tornou pública?
Nesses três anos, foi quebrado um paradigma de impunidade dos círculos do poder. O uso de técnicas modernas de investigação, entre as quais a colaboração premiada, associadas à eficiência episódica do sistema de Justiça, permitiu o diagnóstico de um estado de corrupção gigantesca. O funcionamento das instituições renovou as esperanças, abrindo portas para reformas.

Na avaliação do senhor, o que vai acontecer com a operação Lava-Jato nos próximos três anos?
Certamente os ataques à Lava Jato se intensificarão no Congresso e em declarações públicas, mas o resultado é imprevisível porque tudo depende da continuidade ou não do apoio da população ao combate da impunidade.

Como foi possível unir, na Lava Jato, o MP e a PF, que parecem estar sempre em conflito, pelo menos em outras investigações?
Tenho o privilégio de trabalhar com excepcionais profissionais no MPF, na PF e na Receita, que já tinham unido esforços no Banestado, em que a sinergia rendeu bons frutos. Foi repetido aquilo que deu certo no passado, pois todos sempre souberam superar pequenas questões institucionais em prol do atendimento do interesse público de combate ao crime do colarinho branco.

Quais os riscos que a operação corre atualmente?
Dependemos da sociedade. Todos os ataques podem ser barrados por ela. Então o último e maior risco é que a sociedade se acomode, quer por achar que a Lava-Jato já chegou aonde deveria chegar, quer porque se anestesie depois de tantos escândalos e corrupções. As pessoas precisam respirar fundo, recuperar as energias e não perder a capacidade de se indignar, porque o enfrentamento da corrupção relacionado à Lava Jato não chegou ainda nem ao meio de sua história. Se a população persistir defendendo a investigação e incentivando reformas, se for o caso mediante renovação dos quadros da política, podemos alcançar a transformação que todos desejamos, na direção de um país menos corrupto.

Advertisements
Anúncios

3 comments

  1. Bom dia Elisa

    Acompanho e defendo com unhas e dentes a República de Curitiba, a Força Tarefa da Lava Jato e gostaria de fazer uma sugestão:

    Seus posts como esse abaixo já poderiam conter os links de redes sociais para serem compartilhados com mais facilidade pelos leitores.

    Obrigado e uma boa semana para vocês nossos heróis.

    Ronaldo Peracio Vila dos Chefs 27-98828-6920

    ________________________________

  2. Deltan dallagnol eu morro por vcs continue e não deixe nada e ninguém interferir na lava jato o Brasil está com todo o apoio a lava jato de precisar me chama dia 3 no depoimento do maior verme vagabundo corrupto FDP e se a turminha deles de vagabundos tumultuar vou tacar gasolina e botar fogo 🔥🔥🔥🔥🔥🔥 nesses vermes vagabundos corruptos FDP desse país , um abç tmj

Deixe uma resposta