Desvio de R$ 7,3 milhões na UFPR. PF entra na 3ª fase da Operação Research

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A Policia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 31, em conjunto a Controladoria Geral da União e ao Tribunal de Contas da União, a terceira fase da Operação Research que apura o desvio de R$ 7,3 mi da Universidade Federal do Paraná – UFPR.

Em nota, a PF informou que 48 policiais federais e auditores dos dois órgãos de controle estão cumprindo 19 mandados de condução coercitiva e um mandado de busca e apreensão. A operação está ocorrendo nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais (PR), Campo Grande, Corumbá (MS) e Natal, capital do Rio Grande do Norte.

Esta etapa da investigação tem como objetivo o rastreamento do destino dos recursos públicos creditados nas contas dos falsos bolsistas, identificando outros possíveis beneficiários. A ação também visa apurar o envolvimento de empresa fornecedora de produtos para a UFPR.

 

Relembre o caso

Nodia 15 de fevereiro, em parceria com o Tribunal de Contas da União e Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, a Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 15, a Operação Research com o objetivo de apurar a prática de desvio de recursos públicos destinados à Universidade Federal do Paraná. O nome da operação é uma referência ao objetivo central das bolsas concedidas pela unidade, destinada a estudos e pesquisas pelos contemplados.

O alvo da investigação, de acordo com a PF, são repasses, entre 2013 e 2016, irregulares de recursos mediante pagamentos sistemáticos, fraudulentos e milionários de bolsas de estudos.

 

Segundo a Procuradoria da República, as investigações apontaram indícios concretos dos crimes de associação criminosa, peculato (desvio de dinheiro), peculato culposo e lavagem de dinheiro nos pagamentos feitos a título de auxílio a pesquisadores, bolsas de estudo no País e no exterior a diversas pessoas que não tinham vínculo com a UFPR.

Os recursos desviados, segundo o MPF, eram referentes a bolsas do programa de Pró-Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa (PRPPG) da UFPR.

A apuração apontou que o grupo utilizava nomes e CPF’s de 27 pessoas que fossem de confiança das servidoras da UFPR, afastadas na Operação Research, responsáveis pelo esquema para que elas passassem a figurar como bolsistas da instituição de Ensino Superior.

Posteriormente, aponta a acusação, essas pessoas iam ao banco e “sacavam os valores ilicitamente creditados em suas contas, para repassá-los às articuladoras das fraudes”, segundo a nota divulgada nesta noite pela Procuradoria da República no Paraná.

A investigação indicou ainda que, para estes 27 bolsistas, não havia processos administrativos de concessão dessas bolsas, somente processos de pagamentos que, diferentemente dos casos de auxílios e bolsas regulares, “impressionavam pela singeleza e eram basicamente compostos, tão somente, pela autorização de empenho e a correspondente ordem bancária, sem constar qualquer referência ao projeto em desenvolvimento que justificasse o respectivo pagamento e a natureza do vínculo entre a UFPR e o beneficiário (docente, servidor ou aluno)”, diz a nota do MPF.

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