Raquel Dodge quer saber por que Janot reduziu verba da Lava Jato em Curitiba

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidiu liberar menos de um terço dos recursos solicitados pelos procuradores da força-tarefa (FT) da operação Lava Jato em Curitiba, apesar do aumento de cerca de 10% no orçamento para manutenção do Ministério Público Federal (MPF) como um todo. Dos R$ 1,65 milhão solicitados, Janot liberou apenas R$ 522 mil para as despesas em 2018, quando não estará mais no comando da PGR.

A futura PGR, Raquel Dodge, enviou ofício a Janot questionando o orçamento reduzido destinado à operação Lava Jato. No documento, Dodge pergunta por que foram liberados apenas um terço do solicitado e questiona também qual foi o valor destinado à força-tarefa da Lava Jato este ano. “Consta à fl. 58 do volume III que a Força Tarefa Lava-jato sediada em Curitiba/PR solicitou R$ 1.650.000 (um milhão e seiscentos e cinquenta mil reais). Foi apresentada a proposta de somente R$ 522.655 (quinhentos e vinte e dois mil e seiscentos e cinquenta e cinco). Qual a razão dessa redução para a FT Lava-jato? Qual o valor programado para a Força Tarefa em 2017?”, diz o documento.

Na condição de integrante do Conselho Superior do MPF, Dodge disse precisar das respostas até esta quarta (19) para decidir sobre a proposta que deve ser votada pelo conselho na próxima terça (25). Entre outros pontos citados no documento estão dúvidas sobre a proposta orçamentária dos próximos anos, as despesas primárias, os valores previstos para auxílio-moradia e novas despesas para 2018, além de reajustes salariais, previsão de posse de aprovados em concurso e o que motivou as reduções nos gastos com informática e com diárias e passagens em algumas procuradorias.

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