Após bloqueio de R$ 3 milhões, advogados de Bendine pedem que Moro não o prenda

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A defesa do ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine apresentou na noite de hoje (27) um pedido de reconsideração da ordem de prisão temporária ao juiz Sérgio Moro. Bendine foi preso hoje em São Paulo por ocasião da 42ª fase da Operação Lava Jato.

Segundo o advogado de Bendine, Pierpaolo Bottini, o ex-presidente da Petrobras já tinha manifestado disposição de colaborar com a Justiça, e já tinha aberto mão do sigilo bancário e fiscal há mais de um mês.

“Ele disse que queria contar a versão dele dos fatos, e não tem nenhum indicativo de que ele fosse obstruir a justiça ou fugir. Então, estamos levando esses fatos para [o juiz Sérgio] Moro e esperando o retorno dele”, explicou. A expectativa é que o juiz decida sobre a questão até amanhã.

Bottini também alega que o ex-presidente tinha passagem de ida e volta a Portugal, e viajaria a turismo. O Ministério Público Federal afirmou que só havia localizado a passagem de ida de Bendine para Portugal.

Bendine teria recebido ao menos R$ 3 milhões de propina em espécie da Odebrecht para não prejudicar a empresa em futuras contratações, segundo informações das equipes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que atuam na Lava Jato.

A investigação contra Bendine teve como base as delações premiadas de Marcelo Odebrecht, ex-presidente-executivo do grupo Odebrecht, e de Fernando Reis, executivo da companhia.

Bloqueio

Ontem, Moro decretou o bloqueio de até 3 milhões de reais de Benfine e seus supostos operadores de propina André Gustavo Vieira da SilvaAntônio Carlos Vieira da Silva Júnior, todos presos na Operação Cobra, 42ª fase da Lava Jato, e da empresa MP Marketing, Planejamento Institucional e Sistema de Informação Ltda. A decisão atende a pedido do Ministério Público Federal.

O montante a ser bloqueado se refere à propina supostamente recebida por Bendine da Odebrecht. Os 3 milhões de reais teriam sido repassados em três entregas em espécie, no valor de 1 milhão de reais cada, em um apartamento em São Paulo, alugado por Antônio Carlos.

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