Governo brasileiro não vai reconhecer o resultado da votação na Venezuela

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O governo brasileiro não vai reconhecer o resultado da votação para a Assembleia Constituinte na Venezuela. A informação foi confirmada ao UOL pelo Itamaraty neste domingo (30), horas antes do fechamento das urnas no país vizinho.

Em nota, a chancelaria brasileira afirma que a nova assembleia constituinte “formaria uma ordem constitucional paralela, não reconhecida pela população, agravando ainda mais o impasse institucional que paralisa a Venezuela”.

“O governo brasileiro condena o cerceamento do direito constitucional à livre manifestação e repudia a violenta repressão por parte das forças do Estado e de grupos paramilitares, como a que aconteceu ao longo do dia de hoje”, diz o comunicado. “A iniciativa do governo de Nicolás Maduro viola o direito ao sufrágio universal, desrespeita o princípio da soberania popular e confirma a ruptura da ordem constitucional na Venezuela.”

A nota conclui pedindo a suspensão da constituinte e insiste para o diálogo de Maduro com a oposição, abrindo caminho para “uma transição política pacífica e a restaurar a ordem democrática, a independência dos poderes e o respeito os direitos humanos”.

EUA e Argentina também disseram neste domingo que não reconhecerão o resultado. A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, disse que a assembleia é “outro passo para a ditadura” na Venezuela e disse que a assembleia é “outro passo para a ditadura” na Venezuela e expressou sua rejeição a um executivo “ilegítimo” nesse país.

A Argentina disse que a eleição é “ilegal”. “O governo argentino lamenta que o governo venezuelano, ignorando os pedidos da comunidade internacional, inclusive dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), tenha prosseguido com a eleição de uma Assembleia Constituinte”, disse a chancelaria argentina em um comunicado. Para o governo de Mauricio Macri, a eleição realizada na Venezuela e “não cumpre com os requisitos impostos pela Constituição desse país” e tem a finalidade de “assegurar a continuidade do atual regime”.

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