Assassinatos, destituição da procuradora-geral e lei para sufocar manifestações: Maduro se consolida como ditador

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Um grupo de ex-militares do chamado Forte Paramacay promoveu um levante neste domingo (6) contra o governo de Nicolás Maduro. O grupo divulgou um vídeo em que anunciou a rebelião e pediu uma ampla revolta contra Maduro, além de eleições livres, mas foi rendido por membros Força Armada Nacional Bolivariana (FANB).

Durante a rebelião, duas pessoas morreram e outra ficou ferida, disse Maduro. A base militar tomada pelos insurgentes fica na cidade de Valência, a cerca de 160 quilômetros de Caracas, e tem o principal conjunto de blindados do exército venezuelano.

Em meio a uma crise político e econômica, a Venezuela tem sido palco de acontecimentos que afetam há meses a população e a democracia no país. Desde abril, mais de 120 pessoas foram mortas em conflitos envolvendo a polícia, opositores e defensores do ditador. No fim de semana, houve novos desdobramentos advindos da instalação da Assembleia Constituinte, cujo grupo eleito deve reescrever a Constituição venezuelana e conceder mais poder a Maduro, já considerado por parte da comunidade internacional como um ditador.

Mercosul 

Os chanceleres do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai no Mercosul decidiram suspender a Venezuela do bloco, desta vez por rompimento da ordem democrática. A decisão foi tomada sábado (5), um dia depois da instalação da Constituinte e foi unânime.

Destituição da procuradora-geral

A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, foi destituída pela Assembleia Constituinte da Venezuela no sábado. A medida sinaliza a intenção do presidente do país em avançar rapidamente contra os opositores e consolidar poder em meio à grave crise política do país.

O governo brasileiro condenou, ainda no domingo, a destituição da procuradora-geral e classificou a medida de “arbitrária e ilegal”.  Partidos de esquerda no país, o PT, PC do B e PDT, contudo, seguem manifestando apoio a Maduro.

López volta para prisão domiciliar

O líder opositor venezuelano Leopoldo López retornou ao regime de prisão domiciliar, domingo (6), dias após ser novamente levado para a cadeia no meio da noite. A prisão desagradou órgãos internacionais. A esposa de López, Lilian Tintori, confirmou a informação e disse, em mensagem no Twitter, que eles continuam comprometidos em trazer “paz e liberdade para a Venezuela”.

Lopes foi transferido para o regime de prisão domiciliar em 8 de julho, depois de ficar três anos preso sob acusação de incitar a violência em protestos da oposição. Muitos grupos de defesa dos direitos humanos o consideram um preso político.

Comissão da verdade vai punir agitadores

Maduro afirmou no fim de semana que uma “comissão da verdade” criada pela Assembleia Constituinte vai garantir que os responsáveis pela onda de agitações no país enfrentem a Justiça. Ele acrescentou que a nova assembleia está considerando uma lei contra “o ódio, a intolerância e o fascismo”, que puniria os responsáveis pelas agitações na Venezuela.

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1 comentário

  1. “Comissão da verdade”, leia-se, comissão para difundir a mentira que o ditador quer.
    Igual no Brasil, criada com o mesmo nome, para reescrever a história do Brasil com o mesmo viés de difundir a mentira que os doentes mentais da esquerda querem.

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