Autoridades da Venezuela receberam parte dos US$ 98 milhões pagos pela Odebrecht em corrupção

dmc

 

Os arquivos do Meinl Bank Antigua (MBA), comprado pela Odebrecht no Caribe para movimentar propinas no exterior, guardam dados sobre contas secretas de autoridades da Venezuela, que receberam parte dos US$ 98 milhões de corrupção que a empreiteira diz ter pago no país.

Atolado em uma crise histórica, a Venezuela é o país estrangeiro – de uma lista de 11 – em que a Odebecht mais pagou propinas, segundo revelaram os delatores do grupo, entre eles Marcelo Bahia Odebrecht, presidente afastado, preso desde junho de 2015, em Curitiba.

Ao todo, 78 pessoas fecharam acordo com a Operação Lava Jato, no Brasil, e com autoridades dos Estados Unidos e Suíça, em dezembro de 2016.

Segundo os delatores, a Odebrecht pagou propinas a funcionários do governo venezuelano e intermediários, entre 2006 e 2015.

A empresa participou no país de contratos como o de expansão do metrô, como as construções da Linha II de Los Teques, e da Linha V, de Caracas, das obras do Estaleiro Astialba, para navios petroleiros para a estatal Petroleo de Venezuela (PDVSA), e das pontes sobre o Lago de Maracaibo e sobre o Rio Orinoco.

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