Suíça ainda não compartilhou dados de arquivo bomba com a Lava Jato, diz Dallagnol

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O sistema usado pela empreiteira Odebrecht para pagamento de propinas, um software chamado MyWebDay, considerado um arquivo bomba, ainda não foi acessado pelos procuradores do Ministério Público Federal (MPF). De acordo com o procurador Deltan Dallagnol, a Suíça, onde as informações foram armazenadas, até agora não compartilhou os dados.

Sem essa cooperação fica praticamente impossível acessar o conteúdo. Até o DoJ, departamento de Justiça dos EUA, se envolveu na tentativa de abertura do dispositivo. Mas ele é aparentemente inviolável.

Fatos na Suíça

Em dezembro de 2016, o procurador-geral suíço Michael Lauber disse em entrevista que estava analisando de que forma os bancos suíços foram usados para canalizar propinas a funcionários da Petrobras e avaliando se esses bancos foram negligentes do ponto de vista penal. Apesar disso, Lauber preferiu não mencionar quais bancos estavam sendo investigados, nem informar o cronograma para a tomada de qualquer medida, limitando-se a dizer que “quanto antes, melhor”.

As investigações só no ano de 2016  no País acumularam números constrangedores. No processo se envolveram mais de 100 advogados de uma dezena de escritórios de advocacia. Há mil contas bloqueadas em 42 instituições financeiras. Mais de 60 processos criminais estão em andamento na Suíça. Um total de US$ 800 milhões já foram congelados e 25 bancos foram alvos de investigações.

Em junho deste ano, antes mesmo de vir à tona o conteúdo das delações de Joesley Batista na Operação Lava Jato, um banco suíço usado para movimentar recursos ilícitos para abastecer campanhas de Lula e Dilma, conforme relato do empresário, denunciou suas contas para autoridades do país europeu. O volume de dinheiro e os padrões de transferências sem justificativa levantaram a suspeita de crimes financeiros, embora a instituição afirme que desconhece os beneficiários das movimentações.

Descoberta do arquivo

A existência do arquivo bomba na Suíça foi descoberta quando uma funcionária do departamento de propinas da empresa foi presa, no ano passado. O ex-diretor da Odebrecht Hilberto Mascarenhas afirmou inicialmente ter chave de acesso ao sistema. Mas depois recuou e negou poder acessar o sistema.

 

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