Joesley depõe à PF sobre lucro milionário na bolsa antes da sua delação

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O empresário Joesley Batista, dono da holding J&F, que controla a JBS, foi nesta segunda-feira à sede da Polícia Federal em São Paulo para prestar depoimento sobre a venda de ações nos dias que antecederam a divulgação dos acordos de colaboração premiada firmados com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Três semanas depois da homologação da delação premiada que implicava o presidente Michel Temer, as empresas da família Batista foram alvo da Polícia Federal que buscava provas de que o grupo supostamente obteve lucros com a compra de dólares e a venda de ações por ter informações privilegiadas de que a sua colaboração viria à público e que, por consequência, a moeda americana ficaria mais cara e os papeis do conglomerado perderiam valor nas horas seguintes.

O advogado dele, Pierpaolo Bottini, disse que o cliente respondeu a todas as perguntas e explicou que não há relação entre a delação premiada e as operações feitas pelas empresas nos últimos meses.

Acordo de delação

O acordo de delação dos executivos da JBS foi firmado em 3 de maio. Entre 24 e 27 de abril – dias antes, portanto – a JBS comprou cerca de 19,8 milhões de ações da própria empresa, segundo as investigações. Desse total, 7,2 milhões foram vendidas pela FB Participações – empresa que reúne os negócios da família Batista. A operação é considerada atípica.

Desde que a delação foi divulgada, as ações da JBS chegaram a perder quase 40% do seu valor. A empresa informou que “todas as operações de compra e venda de moedas, ações e títulos realizadas pela J&F, suas subsidiárias e seus controladores seguem as leis que regulamentam tais transações”.

 

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