Kim Jong-un diz que vai esperar para ver o que fazem os “tolos dos ianques”

 

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O líder do regime norte-coreano, Kim Jong-un, reviu o plano militar para disparar mísseis para a ilha norte-americana de Guam, no oceano Pacífico, mas vai esperar para ver o que fazem os “tolos dos ianques” antes de tomar uma decisão, revela a BBC, citando a imprensa da Coreia do Norte.

De acordo com a agência estatal norte-coreana KCNA, Kim “examinou o plano durante muito tempo” e discutiu-o com as mais altas patentes militares. O comandante das forças estratégicas da Coreia do Norte estará apenas a aguardar ordens depois de concluir a preparação para o ataque. Mas, segundo a mesma fonte, o líder de Pyongyang prefere esperar para ver o que fazem os norte-americanos, numa aparente desaceleração da retórica de provocação das últimas semanas.

Analistas citados pela BBC indicam que Pyongyang pode estar simplesmente sem condições de lançar o ataque de imediato, enquanto outros admitem que Kim Jong-un possa ter optado por refrear as ameaças e dissipar a tensão.

Quem é Kim Jong-un 

Kim Jong-un é filho de Kim Jong-Il e neto de Kim Il-sung, o fundador do Partido dos Trabalhadores da Coreia (o único do país). Foi designado para comandar a nação após a morte do pai, em 19 de dezembro de 2011. Apesar de liderar o regime mais fechado do mundo, sobram evidências sobre sua personalidade distinta (adjetivando de modo equilibrado).

Mesmo com aparência inofensiva, só em 2015, a imprensa internacional veiculou dezenas de execuções atribuídas às ordens do líder, apesar de informações sobre eventos ocorridos na Coreia do Norte serem de difícil confirmação. A tia Kim Kyong-hui, de 68 anos, não foi poupada por ter reclamado da execução de seu marido, Jan Song-thaek, em 2013. Ela morreu por envenenamento, conforme relato do dissidente Mr. Park à rede CNN. Já o tio, assassinado dois anos antes, criticou alguns projetos megalomaníacos do ditador, como um resort de esqui e um parque aquático, diante do mau desempenho da economia nacional.

O ex-ministro da Defesa da Coreia do Norte Hyon Yong-chol foi executado por, entre outros “desrespeitos”, dormir em um evento comandado pelo presidente. Ele foi morto diante de centenas de pessoas. Kim Jong-un também ficou insatisfeito ao ver que dezenas de bebês tartaruga morreram em um aquário. O administrador do local, então, foi assassinado.

Em abril de 2015, os serviços secretos sul-coreanos afirmaram que o ditador já havia executado 15 membros do governo e quatro músicos no ano. O motivo: basicamente, opiniões diferentes das suas. Em julho, a Coreia do Sul comunicou que, desde o início de seu regime, ele orientou a execução de 70 funcionários.

 

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