Cármen Lúcia defende reforma política via plebiscito ou referendo

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A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, defende a ideia da realização de um referendo ou plebiscito para definir pontos da reforma política. Para Cármen, esse tipo de matéria precisa ser esclarecida ao povo, a quem caberia escolher o modelo ideal.

Seu posicionamento sobre o assunto foi definido em março deste ano, durante uma entrevista à rádio CBN. Na época, declarou: “Esse tipo de matéria precisa de ser esclarecida ao povo, (precisa ser) dito exatamente o que significa – porque a maioria dos cidadãos, dos eleitores brasileiros, sequer sabe como é e quais as consequências de se votar numa lista aberta ou fechada de candidatos – e deixar que o povo escolha”, completou a presidente da Corte.”

Durante a entrevista, Cármen destacou o artigo 14 da Constituição Federal, que prevê que a soberania popular será exercida mediante plebiscito, referendo e iniciativa popular.

“Talvez seja a hora de a gente cumprir o artigo 14 da Constituição. Afinal, o artigo 1º da Constituição estabelece que o povo é soberano, o povo é que é titular da soberania, logo ele é que deve decidir em última instância. O artigo 14 da Constituição de 1988 prevê esses mecanismos. Talvez já tenha passado da hora de a gente começar a adotá-los para que o povo se manifeste”, ressaltou a ministra.

 

 

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4 comentários

  1. Venho, há mais de 13 anos, divulgando um trabalho a que denominei REVOLUÇÃO com qual venho tentando levar nossa sociedade à reflexão sobre a decantada REFORMA POLÍTICA. Não sei se a Ministra Carmen Lúcia leu meu trabalho , mas dentre as varias considerações e propostas discorro sobre a possibilidade e oportunidade dos eleitores (povo) ser ouvido, através dos plebiscitos, referendos, e Projetos de Iniciativa Popular.

  2. Na minha opinião, o povo deve ficar longe de decisões que afetem o estado. Eu já pude perceber o estrago que a vontade popular pode fazer no país e até no mundo. O voto direto é a ruína do povo. Uma verdadeira imolação.

  3. Para presidente, por exemplo, meu voto, seu voto, valem, cada um, 1/144.000.000. Vale a pena votar? Só se eu me juntar a milhares de eleitores. Eu sou o tipo da pessoa que detesta conchavos, então, como me associar a milhares de pessoas em torno de uma candidatura? Para se achar uma pessoa com real capacidade de raciocínio, já é difícil, o que dizer de milhares. Voto direto, eleições, política, têm de acabar. Antes que o país acabe.

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