Corregedoria arquiva apuração de palestras de Deltan

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Corregedoria Nacional do Ministério Público Federal determinou o arquivamento de um procedimento disciplinar aberto para investigar a comercialização de palestras por parte do procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba. Foi considerada inexistência de violação de dever funcional no caso.

A polêmica começou após notícias veiculadas na imprensa mostrarem que uma empresa oferecia em seu site palestras do procurador por R$ 40 mil. Após a notícia, a página foi retirada do ar e passou a exibir mensagem dizendo que a oferta não teve aval de Dallagnol. Os deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ), no entanto, decidiram acionar a Corregedoria do MP.

O parecer elaborado pelo procurador do Trabalho, Cesar Kluge, auxiliar da Corregedoria, não identificou ilegalidades na conduta do coordenador da Lava Jato.

O documento afirma que a palestra pode perfeitamente ser vinculada à atividade docente e que isso não depende única e exclusivamente ao local onde será ministrada. Kluge apontou que Dallagnol proferiu palestras remuneradas, com conteúdo jurídico e social, de interesse da comunidade jurídica e civil, inexistindo qualquer indício de fornecimento de dados sigilosos.

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