Reforma política? Só com um plebiscito ou referendo!

bras1

 

Elisa Robson*

No dia 23 de junho de 2016, 17 milhões de pessoas votaram pela saída do Reino Unido da União Europeia. Elas organizaram um referendo  e decidiram sair da comunidade econômica.

E você sabe por que os britânicos tomaram esta decisão após quase 60 anos?

Primeiro, porque eles queriam ficar livres das onerosas regulações continuamente promulgadas pelos burocratas do Parlamento Europeu. Um arranjo que sempre foi um esquema para proteger e privilegiar determinados e poderosos grupos de interesse na Europa.

Atualmente, vários níveis de burocracia, regulação e protecionismo estipulados pela Comissão Europeia simplesmente amarram as mãos dos países-membros que querem fazer comércio com a Ásia e com as Américas.

Por causa dessas barreiras do comércio com o resto do mundo, os consumidores da União Europeia precisam lidar com um maior custo de vida, principalmente dos alimentos. E isso  torna os produtores da União Europeia menos competitivos e, consequentemente, menos inovadores que os do resto do mundo.

Após décadas, abrir uma pequena empresa no Reino Unido havia se tornado extremamente difícil e oneroso do que jamais fôra em toda a sua história.  Pequenas empresas passaram a ter incríveis dificuldades para inovar e crescer, criando assim uma economia que favorecia apenas as grandes empresas já estabelecidas, protegendo-as da potencial concorrência de novos entrantes.

Os britânicos não tiveram dúvidas.

E foi por isso que eles criaram coragem e se livraram daquele circo globalista que só tem levado à destruição da Europa em todos os aspectos: cultural, moral, financeiro.

Mas o que isso tudo tem a ver com o Brasil hoje?

Estamos prestes a ver nossos deputados a decidirem por nós sobre uma vergonhosa proposta de reforma política.

A verdade é que esses políticos não dão ponto sem nó.

Eles sempre dizem que estão agindo “para o bem da nação e da economia como um todo”.  Mas os reais beneficiados serão apenas alguns poucos, e sempre à custa de todo o resto. Por exemplo.

A ideia da Reforma Política a ser votada por eles envolve a proposta para mudar a Constituição em duas linhas principais.

  1. As regras para a escolha de deputados e vereadores. A proposta é criar o “distritão”, que valeria para as eleições de 2018. Esse sistema impede praticamente a renovação, privilegia as pessoas com mais poder econômico, inclusive o autofinanciamento das suas campanhas e as grandes celebridades.

 

  1. A outra linha prevê a criação de um novo e polêmico fundo para bancar candidatos e partidos nas eleições. O fundo obrigaria o governo federal a liberar, em 2018, 0,5% da receita corrente líquida da União, R$ 3,6 bilhões para as campanhas. Fora o dinheiro já previsto para o fundo partidário, que em 2017, será R$ 819 milhões.

Por isso, está na hora de reagirmos, como os britânicos.

Os políticos não têm autorização para aprovarem uma autorreforma política, usurpando a soberania do povo.

Portanto, queremos que STF determine a convocação de um plebiscito ou referendo para decidir sobre as propostas de reforma política.

Queremos que os brasileiros possam dizer, pelos menos:

  1. Se aprovam ou não o distritão
  2. Se aceitam ou não que se destine dinheiro público ao fundo partidário

Queremos participar das decisões mais importantes do país!

Queremos que se cumpra Constituição que estabelece que o povo é soberano, é titular da soberania, logo ele é quem deve decidir em última instância.

Não vamos admitir a corrupção generalizada nas eleições de 2018 , com essa fortuna de bilhões à disposição dos caciques dos partidos e dos seus milionários marqueteiros.

*Elisa Robson é jornalista e administradora da página República de Curitiba

Participe da discussão

3 comentários

  1. Concordo mas estamos todos só na fala acreditando que Bolsonaro é a solução. Precisamos de uma boa liderança para irmos as ruas. Pq nãos unem todos os grupos tipo vcs, o nas ruas, MBL e fazer una grande mobilizacao

  2. Venho, há mais de 13 anos, divulgando um trabalho a que denominei REVOLUÇÃO com qual venho tentando levar nossa sociedade à reflexão sobre a decantada REFORMA POLÍTICA. Não sei se a Ministra Carmen Lúcia leu meu trabalho , mas dentre as varias considerações e propostas discorro sobre a possibilidade e oportunidade dos eleitores (povo) ser ouvido, através dos plebiscitos, referendos, e Projetos de Iniciativa Popular.

Deixe um comentário
%d blogueiros gostam disto: