Projeto piloto da Escola Militar é posto em prática no Amapá

 

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A vida militar é o que embala os sonhos do jovem Edenilson Dioney Moraes, de 13 anos. A escolha pela Escola Antônio Messias foi pensando no futuro, onde Edenilson se vê atuando como Policial Militar. A unidade começou a funcionar como Escola Militar, dividindo a gestão entre Secretaria de Estado da Educação (Seed) e Polícia Militar do Amapá (PM-AP), a partir deste ano. O primeiro dia de aula, em março, deixou o estudante bastante animado.

“Está sendo um dia muito diferente dos demais. A gente aprendeu as saudações militares, como se portar melhor na sala de aula, como se apresentar. Acredito que será um ano de bastante disciplina”, comenta o estudante.

Para os alunos da escola Risalva Freitas do Amaral, na zona Norte, que também começou a funcionar nos moldes militares, a manhã foi agitada. A gestão da escola é compartilhada com o Corpo de Bombeiros do Amapá.

“Eu pretendo ser médica, e acredito que a disciplina que vamos ter no colégio vai me ajudar a seguir meus estudos até alcançar meu objetivo”, disse a estudante Kelly Brito dos Santos, do 6º ano do ensino fundamental.

O trabalho nos dois colégios vai continuar seguindo a base nacional de ensino, onde os alunos terão 800 horas de aulas e 200 dias letivos, no mínimo. Mas com ações pedagógicas militares, abordando assuntos de ética, cidadania, respeito ao próximo, entre outros. Foi a grade curricular diversificada que chamou a atenção da maioria dos pais que matricularam os filhos nessas escolas.
“Trouxe meu filho para a escola Antônio Messias por saber que vai melhorar muito a aprendizagem dele, além do comportamento. Ele vai ter que se adequar ao padrão militar, o que ele já almeja como futuro, que é seguir carreira na PM”, disse o professor João Furtado.

“Acho que vai ser mais rígido e disciplinado, algo que falta nos jovens de hoje. Estou confiante que os professores e militares farão um bom trabalho”, ressaltou a merendeira Raimunda dos Santos.
Essa semana os alunos das escolas Risalva do Amaral e Antônio Messias não terão matérias do currículo comum. Os estudantes passam por uma semana de adaptação.

“Até sexta-feira, 10, os alunos estão conhecendo a escola, sendo informados dos horários de entrada, lanche e saída, e de outras regras de convivência”, pontuou a diretora da Risalva do Amaral, tenente Greyce Pantoja.

O novo modelo de ensino está sendo implantado pela primeira vez na rede de ensino do estado. Em outros entes federativos o ensino militar já é realidade. De acordo com dados do último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sete das dez escolas com as melhores médias gerais são de ensino militar e federais. Dentre as 30 escolas de sexto a nono ano com as melhores notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011, dez são colégios militares.

“O bom desempenho dos colégios militares é resultado da união de planejamento pedagógico, boa estrutura de apoio ao processo de ensino e aprendizagem, corpo docente capacitado e disciplina. Temos certeza que no Amapá esse modelo de ensino será exitoso”, reforçou a secretária de Estado da Educação em exercício, Keuli Baia.

Pouco mais de 2 mil estudantes que cursam os ensinos Fundamental e Médio serão atendidos pelas escolas militares.

“Estamos nos preparando há um ano para implantar esse modelo de ensino em conjunto com a Seed. A comunidade pode ter certeza que será um sucesso”, comentou a diretora da escola, capitã Sara Souza.

Fonte: www.diariodoamapa.com.br

 

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