Mantega vai entregar detalhes sobre operações do BNDES com JBS

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O ex-ministro da fazenda Guido Mantega fez um acordo com o Ministério Público para dar informações sobre operações financeiras do BNDES. Em troca, os procuradores se comprometem a não pedir a prisão de Mantega durante as investigações de irregularidades em empréstimos do banco.
No acordo fechado com o Ministério Público Federal em Brasília, o ex-ministro Guido Mantega se comprometeu a dar informações sobre operações do BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que empresta recursos públicos a empresas, cobrando juros baixos.
Mantega foi ministro da Fazenda dos governos Lula e Dilma Rousseff durante oito anos e é investigado na operação Bullish, que começou em maio deste ano e apura supostas irregularidades nos empréstimos concedidos pelo BNDES, por meio do BNDES Par, ao frigorífico JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.
Em depoimento prestado à Polícia Federal em junho, Joesley disse que Guido Mantega atuou para beneficiar a empresa JBS nas operações com o banco público. Afirmou que as negociações com o BNDES começaram quando Guido Mantega era presidente do banco, durante o governo Lula. E disse também que, sem a pressão do ex-ministro, a empresa não teria conseguido o empréstimo para comprar a empresa Swift argentina.
Para ter validade, o acordo que Guido Mantega fechou com o Ministério Público ainda precisa ser homologado pela Justiça Federal. Esse acordo é diferente da delação premiada, em que a pessoa precisa admitir que cometeu um crime e por fornecer informações relevantes para a investigação, recebe benefícios como a redução de pena.
Já no termo de compromisso, que o ex-ministro assinou, não é preciso reconhecer crime. Guido Mantega prometeu fornecer informações sobre o BNDES e, em troca, o Ministério Público assumiu o compromisso de não pedir a prisão dele durante as investigações.
Com esse acordo, o ex-ministro tenta evitar uma nova prisão semelhante a que aconteceu em setembro do ano passado, quando ele foi preso temporariamente, numa fase de outra operação, a Lava Jato, que investiga desvios em contratos da Petrobras.
Em depoimento, o empresário Eike Batista afirmou ter pago US$ 2,350 milhões, hoje cerca de R$ 7,3 milhões, ao PT atendendo a um pedido de Guido Mantega. A prisão foi revogada na tarde do mesmo dia, por determinação do juiz Sérgio Moro.

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1 comentário

  1. É ISSO. AFINAL OS HOMENS PÚBLICOS QUE RESPONDERAM JUNTO AOS GOVERNOS PASSADOS COMEÇAM A COLABORAR COM MA JUSTIÇA. ISSO É MUITO IMPORTANTE. QUE TODO OS DEMAIS QUE AINDA NÃO ESTÃO DELATADOS, OU DESCOBERTOS, ATÉ ANTES QUE VENHAM A SÊ-LO, POSSAM DECIDIR E IR ESPONTANEAMENTE PERANTE A JUSTIÇA E RELATAR SUAS INFORMAÇÕES, PODENDO COM ISSO GANHAR “PONTOS” POR CONTRIBUIR JUDICIOSAMENTE COM O DESENROLAR DESSE EMARANHADO DA CORRUPÇÃO MONSTRUOSA QUE ENVOLVE NOSSA NAÇÃO. / PARABENIZAMOS AOS SRS. DO PODER JUDICIÁRIO; MPF, PF, JUÍZES, MAS TAMBÉM AOS BRASILEIROS QUE SE ARREPENDEREM A TOMAREM A ATITUDE CÍVICA E PATRIÓTICA DE COLABORAR COM A JUSTIÇA, PARA COLOCARMOS O BRASIL A LIMPO. A HISTÓRIA RECONHECERÁ SEM DÚVIDAS A CORAGEM, DETERMINAÇÃO DE CADA QUE ASSIM PROCEDER!. OS QUE AINDA VACILAM SAIBAM: NADA FICARÁ ESCONDIDO POR MUITO TEMPO, SE DEMORAR PODE SER TARDE, AJAM”.

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