Mau gosto não se discute, se lamenta. E se rejeita

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Por Elisa Robson*

A arte é um empreendimento intrinsecamente relacionado com a liberdade. Isto significa que ninguém deveria se preocupar com a questão “certa” ou outro assunto de natureza formatada ou fechada em preconceitos.  É importante ser livre para seguir a visão artística para onde que quer que ela leve o artista, sem pedir desculpas, sem sentir medo durante o processo de criação.

Mas, mais importante que tudo isso, é perceber que essa liberdade também implica em responsabilidade de praticar a arte no nível mais alto a fim de torná-la verdadeira.  É fundamental lembrar que a única razão legítima da arte e dos artistas é lutar pelo Bem, pela Beleza e pela Verdade.  Se tentar qualquer outra coisa – como a de usá-la para doutrinação progressista – a arte se desvaloriza e assim torna-se vítima da futilidade. Ao soltar todas as amarras do dever – como a de fornecer uma mensagem moral – a arte deixa de ser verdadeira.

Então, qual seria a saída que permitiria ao artista saborear a liberdade do seu trabalho sem tornar-se um escravo  moralista?

É pensar que a  integridade artística sempre surge quando se faz um retrato não óbvio de qualquer virtude ou valor. Quando se expressa o “vestígio” de sua passagem, quando se registra as “pegadas” de algum princípio.

Exatamente o que não aconteceu na mostra “Queermuseu”, exposta pelo banco Santander, em Porto Alegre.  Certos trabalhos abordaram a temática sexual de forma medíocre e explícita. Não foi à toa que a sociedade cristã acusou a exposição de blasfêmia a símbolos religiosos e de, em alguns casos, pedofilia e zoofilia. Algumas obras mostravam pessoas tendo relações com animais, imagens de crianças com os dizeres: “Criança Viada”, além de imagens religiosas cristãs em situações mundanas.

Um artista só consegue um resultado satisfatório, e até mesmo extraordinário, com uma abordagem implícita. Portanto, não é o que ele pinta diretamente. E muito menos se o faz de forma rude e vulgar.

A melhor mensagem artística oferece não um escape da realidade, mas um escape para uma realidade “elevada”. E jamais para um mundo pervertido ou sórdido.

*Elisa Robson é jornalista e administradora da página República de Curitiba BR

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1 comentário

  1. Esse tipo de exposição não prima pelo Bem, pela Beleza, e pela Verdade, porque simplesmente não é arte.
    Faz parte de uma agenda de degradação moral que visa subjugar a sociedade a um regime totalitário através do caos e da imbecilização dos cidadãos, onde o foco são os jovens e as crianças e o meio a educação em geral.
    O curador é uma pessoa degenerada que finge um objetivo que não tem, porque o verdadeiro fim é inconfessável.
    Faz parte de um enorme grupo abjeto que está presente no meio artístico e político e que aderiu à uma ideologia macabra que se implanta e se sustenta através da mentira, da perversão e da corrupção.
    Devem ser desmascarados com veemência porque onde se instalaram com sucesso foram responsáveis por milhões de mortes, afinal o totalitarismo não visa outra coisa senão a asfixia de quem não se curva a ele!

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