Justiça de SP dá um show de competência no STF ao garantir que Joesley ficará preso sem previsão de saída

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Por Elisa Robson*

Quando o delegado da Polícia Federal Victor Hugo Rodrigues Alves afirmou hoje que os crimes praticados pelos irmãos Wesley Batista e Joesley Batista, donos da J&F, abalaram a confiança do mercado, ele usou as seguintes palavras:

“As vítimas não foram só os acionistas da JBS, mas em um contexto mais amplo, a vítima é o próprio país em que vivemos.”

O delegado justificou os mandados de prisão preventiva porque os dois irmãos são “criminosos confessos” que não parariam de cometer crimes mesmo sendo alvo de seis operações. E como disse o também delegado da PF Rodrigo de Campos Costa: “O grande prejudicado nessa prática criminosa deles é o próprio Brasil.”

A importância dessas declarações torna-se maior à medida que representam a força da decisão da ordem de prisão preventiva, sem data para expirar, expedida pelo juiz João Batista Gonçalves, 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) encontrava-se sem saída para manter Joesley na cadeia, uma vez que a prisão temporária acabaria nesta sexta sexta-feira, a justiça paulista se preparava garantir que sua ação fosse forte o suficiente para não dar brechas aos advogados do dono da Friboi.

Por SP, os irmãos foram presos no âmbito da Operação Tendão de Aquiles, que investigou o uso de informações privilegiadas pela JBS para lucrar no mercado um dia antes da delação de Joesley, em 17 de maio deste ano.

No caso do ministro Edson Fachin, ele acolheu o pedido de prisão temporária por conta de “indícios” de que Joesley tivesse omitido informações na delação feita à Procuradoria Geral da República.

Na verdade, o STF agiu politicamente. Agiu por se sentir ofendido com as gravações vazadas que citavam seu corpo de ministros. Não havia sustentação jurídica suficiente para manter o rei da carne atrás das grades. Exatamente o oposto do que levantou a Operação Tendão de Aquiles.

Assim, o que se pode concluir é que o trabalho da justiça de SP foi semelhante a um “looping”no STF. Deu um “laço” na Suprema Corte e mostrou para o Brasil quem trabalha de verdade por este país. Foi uma banho de competência.

 

*Elisa Robson é jornalista e editora da página República de Curitiba BR

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9 comentários

  1. Graças a Deus alguém do Judiciário além de Moro está mostrando competência e vergonha na cara!

  2. Alguém precisa garantir a prisão do Lula e seus filhos que estão curtindo com o dinheiro do povo!!!

  3. Esses caras, apesar de suas implicações com a delação, não param de cometer crimes, é importante mante-Los presos, para que entendam que ninguém está acima da lei.

  4. Somente através de um justiça limpa vamos ter justiça de verdade esses caras são bandidos e pronto, tem que pagar pelo que fizeram com a nação, agora estamos esperando quem vai dar o mesmo pro chefe maior Lula.

  5. O supremo podia aprender um pouco com a justiça de são Paulo, no lugar de ficar só mandando bandido pra casa.

  6. Sinto-me aliviado, estava engasgado, tripudiado, por estes senhores soltos, liberados por um acordo de delação muito contestável ; viva a justiça de S.Paulo, palmas para os delegados da Polícia Federal.

  7. Viva a justiça de São Paulo, um eterno reconhecimento para a justiça de Curitiba, estão dando um banho no Supremo. Assim nos da uma esperança de um dia podermos ter um país decente.

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