Delação de Palocci será avaliada por Raquel Dodge

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A colaboração premiada do ex-ministro Antonio Palocci está na lista das delações que podem ser analisadas, em definitivo, somente pela nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

A proposta de colaboração do ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil nos governos do PT, Antônio Palocci,  obteve o sinal verde da força-tarefa de Curitiba para ter prosseguimento. A delação de Palocci tem  45 anexos de informações, traz uma série de relatos sobre ilícitos e irregularidades que teriam sido praticados por bancos para aprovação de medidas legislativas durante o governo petista.

Há três anos os investigadores reúnem dados sobre irregularidades cometidas no sistema bancário nacional. Muitos delatores já fizeram relatos que apontaram falhas consideradas graves, como ausência de compliance e ainda uma espécie de ‘displicência’ de instituições bancárias e corretoras de valores, que teriam deixado de aplicar controles e permitido operações fraudulentas.

Uma fonte cita o caso do operador de câmbio de Nelma Kodama, Luccas Pace Júnior, que no final de 2014 apresentou à Lava Jato documentação que sugeria conivência de quatro grandes bancos com o esquema de lavagem de dinheiro decorrente da corrupção na Petrobras. O grupo criminoso de Nelma movimentava US$ 300 mil dólares por dia em 2013, e lançava mão de uma série de expedientes irregulares. Um deles, relatado por Pacce ao juiz Sergio Moro, foi a criação de um mecanismo que viabilizava transferência eletrônica (TED) entre não correntistas.

 

Fonte: Com informações do  Valor

 

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