JBS, Marcelo Miller, Temer, Aécio, Palocci e demais delações. Tudo o que Dodge terá sob sua responsabilidade

rrd9

Raquel Dodge assumiu a Procuradoria-Geral da República e a presidência do Conselho Nacional do Ministério Público, na manhã desta segunda-feira (18). Em seu discurso de posse, Dodge disse que o Ministério Público tem “o dever de cobrar dos que gerenciam o gasto público que o façam de modo honesto, eficiente e probo, ao ponto de restabelecer a confiança das pessoas nas instituições de governança”.

A partir de agora, contudo, terá muitas questões importantes em sob sua responsabilidade para resolver.  Veja as dúvidas que pairam sobre a nova gestão:

JBS e Marcelo Miller
O que será feito com as delações dos executivos da JBS? Benefícios serão revistos, o acordo será renegociado ou rompido? Joesley Batista e Ricardo Saud serão denunciados pelas omissões e mentiras nos depoimentos das colaborações? O ex-procurador Marcelo Miller será alvo de novos procedimentos?

Temer
Janot ofereceu denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva, já rejeitada pela Câmara. No apagar das luzes de seu mandato, denunciou o presidente também por obstrução de Justiça e organização criminosa, com base em delações, como a de Funaro. Há possibilidade de uma terceira denúncia, que vinha sendo prometida por Janot, sair do papel?

Aécio Neves
O caso de Aécio Neves decorrente das delações da JBS ainda não avançou o suficiente. Janot insistiu na prisão do senador, sempre rejeitada pelo STF. O que Raquel Dodge fará com relação ao tucano? Insistirá na prisão? Vai oferecer denúncia? Revisará o caso por se tratar de gravações feitas pelos “fanfarrões” da JBS?

Revisão de delações

Nos bastidores, é forte a informação de que Raquel Dodge vai revisar alguns acordos de colaboração firmados por Janot e considerados fracos, como os de Sérgio Machado. São colaborações com poucas provas. No caso de Machado, muitos procedimentos foram arquivados e a própria Polícia Federal reconheceu que a delação careceu de substância. Dodge vai fazer uma espécie de “recall” em acordos negociados por seu antecessor? Quais serão os critérios adotados?

Participe da discussão

2 comentários

  1. Tratando se de probidade lisura e responsabilidade com o erário público, seria talvez interessante uma inteiração do MPF TCU. a aconselhar e cobrar do Governo Federal, o enxugamento de Ministérios, (14 no máximo), readequação salarial dos servidores públicos em todos os níveis, (enxugar a máquina Administrativa-Executiva-Legislativa- Judiciária)
    – Implementar fiscalização rígida nas concorrências de obras e licitações, melhor investimento na saúde, segurança pública, e educação). O Governo precisa receber essa iluminação, conscientização e obrigação de faze-lo. O Brasil não pertence aos políticos com mandato, mas ao povo que os elegeram. -E a culpa de te-los eleito não é do eleitor, mas sim deles mesmos eleitos, porque não correspondem aos compromissos de campanhas, programas partidários, violam suas obrigações, e se enredam por caminhos obscuros. –

Deixe um comentário
%d blogueiros gostam disto: