Quem é o general disposto a colocar “ordem no país”

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O general Antonio Hamilton Martins Mourão, que aventou a possibilidade de uma intervenção militar no país em evento maçônico na sexta-feira (18), nasceu em 1953, em Porto Alegre. Ele já liderou o Comando Militar do Sul (CMS), responsável pelos estados de Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.  Em 2015, foi removido do CMS após fazer homenagem póstuma ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, considerado pela Justiça brasileira como torturador.

O general Mourão também já comandou divisões do exército no Amazonas, participou da missão de paz em Angola, foi adido militar na Venezuela e instrutor na Academia Militar de Agulhas Negras.

Questionado sobre a possibilidade de intervenção militar no país, Mourão declarou semana passada: “Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós [Exército] teremos que impor isso”. “O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos, de qualquer maneira, atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver haverá”, complementou.

As declarações, contudo, foram criticadas pelo atual comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, que disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que a instituição defende “a manutenção da democracia, a preservação da Constituição, além da proteção das instituições”.

Por outro lado, o deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) defendeu a fala do general.

Por suas opiniões em relação a intervenção militar, o general ganhou um séquito de fãs nas redes sociais. Em uma das páginas, chamada General Mourão – Eu Apoio, o administrador costuma publicar vídeos em defesa da “intervenção militar”.

Mas o próprio general, entretanto, nega que defenda “uma tomada de poder” por parte dos militares. Em entrevista ao Estado de S. Paulo, ele explicou:

“Não existe nada disso. [A intervenção] é simplesmente alguém que coloque as coisas em ordem, e diga: atenção, minha gente vamos nos acertar aqui e deixar as coisas de forma que o país consiga andar e não como estamos. Foi isso que eu disse, mas as pessoas interpretam as coisas cada uma de sua forma. Os grupos que pedem intervenção é que estão fazendo essa onda em torno desse assunto”, disse.

 

Em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, em 2015, Mourão disse algo parecido. “A gente deixa muito claro que o Exército, com as demais Forças Armadas, estará pronto para manter as instituições em funcionamento. O Exército não vai assumir o poder, não vai fazer nada disso. O que vai fazer é manter as instituições; garantir que o Executivo, Legislativo e o Judiciário funcionem. Isso é manter a democracia”, declarou.

 

 

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10 comentários

  1. O Brasil agradece pelas sua palavras Coronel Mourão, o que melhora as nossas esperanças. Pode contar com o povo brasileiro que trabalha e não rouba,não são corruptos e que são totalmente contrários aos MORTADELAS!!!!!

  2. Ele pode até dizer que não está falando de Intervenção Militar, mas quem assistiu a palestra dele, não consegue entender qual seria a mágica para manter a legalidade, a estabilidade e a legitimidade com Instituiçoes depauperadas e aparelhadas pelo Foro de São Paulo.
    Um cenário onde os Três Poderes não são mais independentes e estão corrompidos esperar sangrar mais, é uma atitude moderada e inteligente ou suicida?
    Pensemos nisso!

  3. Não há mais tempo para esperar o nosso Brasil nossa patria se salvar sem que haja um salvador da patria!Isto é apenas uma fagulha do quem por ahi!Ótimos sinais, dias melhores virão para nos livrar e não ser mais prisioneiro desta politica mediocre que existe hoje no pais.

  4. ConsiderOu que a declaração do Coronel Mourão exprime o que o Brasil não tem há mais de 20 anos.
    A FORÇA MILITAR ATIVADA, ALIDERANÇA NATURAL MILITAR COM ÍNTEGRIDADE E BRASILIDADE.
    LUTA POR UM BRASIL CONFORME A MISSÃO DO EXÉRCIOT.TEMOS QUE ENTENDER QUE O SISTEMA DE HOJE ESTÁ SENDO CONSTANTE E EVOLUTIVO AO MAL, CONTRA O POVO, CONTRA UMA NAÇÃO. O EXÉRCITO ESTÁ MOVIMENTANDO OS SEUS TENTÁCULOS DA BRASILIDADE.VIVA O BRASIL.ORDEM EPROGRESSO.

  5. Tudo neste mundo, tem limites. O que não está tendo limites é a insensatez dos políticos e a sua voracidade para dilapidar as riquezas do nosso país. Por conta desta voracidade, vidas preciosas estão sendo perdidas e a demora em conter os criminosos travestidos de políticos representantes do povo, sabe-se lá qual povo, pois o povo mesmo está morrendo à míngua. Esta demora, acaba sendo, também criminosa, por não amparar os desvalidos, desarmados e desamparados por um judiciário também conivente com o crime. BASTA… VAMOS TODOS ÀS RUAS e se preciso: VAMOS TODOS ÀS ARMAS, para conter o mal maior que está logo ali na Venezuela e que pode chegar por aqui. Sou reservista R1.5a.Cia.PE.5a.RM.EB.III.

  6. Parabéns General. Eu entendi o que o sr. disse. O Brasil estava sentindo falta de um Brizola

  7. Quem tem o rabo preso com os corruptos e canalhas teme e treme, além de ler e ouvir coisas que não foram escritas ou pronunciadas!
    Ainda mais quando ouvem dizer que um Homem da qualidade do General Mourão se manifestou a respeito de qualquer assunto.
    No popular: quem tem c* vulnerável, tem medo!

  8. Acho que isso seria bom,um exemplo para arrumar a casa é cobrar quem deve e tirar mordomias dessa gente

  9. Ao ADM do site, Carlos Brilhante Ustra não foi considerado pela JUSTIÇA um torturador e sim pelos comunistas da tal Comissão da INverdade!!! Ustra nunca foi condenado pela Justiça!!!

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