Moro determina perícia na planilha “Italiano” que contabilizava propina do PT

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O juiz federal Sérgio Moro determinou mais uma perícia a ser feita dentro do processo – da Operação Lava Jato – que apura se o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu propina da Odebrecht por meio da oferta de um terreno para o Instituto Lula, em São Paulo (SP), e um apartamento em São Bernardo do Campo (SP).

A Polícia Federal (PF) vai analisar a planilha Italiano, apresentada pela Odebrecht como a contabilidade da propina com o PT.

O objetivo é saber quem inseriu na planilha os registros de pagamentos para o prédio do Instituto Lula e quando os dados foram inseridos na planilha.

No mesmo despacho, que é de quarta-feira (27), o juiz federal deu prazo de dez dias para a força-tarefa da Lava Jato apresentar extratos das contas das offshores da Odebrecht que estejam relacionados à compra do terreno.

Sérgio Moro já tinha determinado uma perícia nos sistemas usados pelo setor de propina da Odebrecht, que tem agora 30 dias para ser concluída.

Após a conclusão dessas perícias, o juiz poderá abrir o prazo para as últimas alegações de acusação e defesa neste processo. Lula e mais sete são réus nesta ação penal.

Outra perícia
Sérgio Moro já havia autorizado, em 13 de setembro, a realização de uma perícia no sistema eletrônico, que segundo as investigações da Operação Lava Jato, era utilizado pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht para contabilizar pagamentos de propina.

A decisão entrou no mesmo processo, que apura a compra de um terreno na Rua Haberbeck Brandão, em São Paulo, e de um apartamento em São Bernardo do Campo, no prédio onde vive Lula.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, estes imóveis foram adquiridos pela Odebrecht e repassados ao ex-presidente como vantagem indevida por contratos da empresa com a Petrobras. Lula nega as acusações.

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