Rescisão do acordo da JBS feita por Janot não torna as provas inválidas, avisa Dodge

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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que ainda estuda o que fazer com a delação da JBS, assinada em maio por seu antecessor, Rodrigo Janot, mas que entende que a eventual rescisão do acordo não invalida as provas.

Em sua última semana como procurador-geral, Janot decidiu rescindir o acordo – tirar os benefícios dos delatores – por entender que Joesley e Ricardo Saud, executivo da JBS, omitiram informações de má-fé. Cabe ao ministro Edson Fachin, do STF, dar a palavra final sobre a rescisão.

A delação da JBS deu origem às investigações e às duas denúncias contra o presidente Michel Temer, que nomeou Dodge para o cargo.

“Me parece que a lei é clara no sentido de que a rescisão do acordo não invalida a prova produzida no âmbito da delação premiada”, disse Dodge, em sua primeira entrevista como procuradora-geral.

“No tocante às delações já encaminhadas ao Supremo, nós estamos conhecendo melhor o conteúdo dessas delações, compreendendo o impacto delas e a validade delas perante a lei existente. É um momento ainda de estudo e reflexão sobre o que faremos”, afirmou, ao ser questionada sobre o caso JBS.

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