Nos EUA, Bolsonaro vai se encontrar com investidores e visitar sistema prisional

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O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) prepara um roteiro de debates, audiências e palestras nos EUA em outubro para promover sua candidatura a presidente entre investidores, analistas e eleitores brasileiros radicados no país.

A viagem, a princípio de 8 a 14 de outubro, originou-se de uma mesa-redonda para a qual Bolsonaro foi convidado, no centro de pesquisas do filósofo brasileiro Olavo de Carvalhoem Nova York, o The Inter-American Institute.

Segundo colocado em pesquisas de intenção de voto na disputa presidencial de 2018, Bolsonaro fará palestras em instituições do mainstream, frequentes no roteiro de políticos brasileiros em visita àquele país, como a corretora XP, a Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos e o Council of the Americas.

Por outro lado, terá agendas menos comuns. Em Nova York, visitará o presídio de Rikers Island, e participará de debate com o polemista conservador Olavo de Carvalho. Em Boston, terá um café da manhã com a comunidade evangélica brasileira.

Os encontros com imigrantes ocorrerão nas três paradas previstas d viagem, Miami, Boston e Nova York. Nesta última, ele jantará com a ex-jogadora de vôlei Ana Paula e com o o lutador Renzo Gracie.

O cientista político Gerald Brant, que trabalha no mercado financeiro em Nova York, tem função estratégica na definição da agenda e do discurso do deputado nos Estados Unidos. Filho de mãe americana e pai diplomata brasileiro, Brant faz a ponte com instituições e também políticos que Bolsonaro pretende conhecer em Washington.

Na capital americana, onde passará um dia, o deputado dará palestra na Universidade George Washington, para cerca de 200 pessoas, entre professores e estudantes.

Guinada Liberal

Aliados de Bolsonaro querem fazer da viagem um ponto de inflexão em sua imagem. Observam, reservadamente, que a pauta defendida pelo deputado é convencional para os padrões americanos, alinhada a bandeiras tradicionais da direita e do Partido Republicano.

O porte de armas, por exemplo, liberado em alguns Estados americanos, é uma bandeira comum no país. Da mesma forma, pautas conservadoras nos costumes, como oposição ao aborto e restrições ao casamento gay, são populares nos EUA.

Bolsonaro pretende mostrar que é uma figura palatável também à imprensa estrangeira. Tem agendadas uma visita à Bloomberg e uma entrevista a um canal israelense com programação em inglês.

Outro ponto que o pré-candidato quer explorar é a sua crítica à política externa dos governos petistas e o alinhamento aos Brics e a países latino-americanos como Venezuela e Cuba. Em seu projeto de governo, o deputado defende maior engajamento com os EUA e um alinhamento comercial com Coreia do Sul, Canadá e Japão.

A XP disse que o objetivo da palestra de Bolsonaro “é aproximar o mercado financeiro da economia real”. “Será um evento fechado, só para clientes institucionais, que a XP promove de forma imparcial”, disse. Eventos similares foram realizados com outros presidenciáveis como Henrique Meirelles (PSD).

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3 comentários

  1. É o único candidato que não tem vinculação ideológica com o Foro de São Paulo.
    A única esperança para o Brasil não virar Venezuela e se afastar desses países de regime totalitário!
    Triste esse traíra Henrique Meirelles ser presidenciável!

  2. Será? Acho sim, que Lula será o preferido daqueles que sem nenhum proveito social, poderá apoiar sua candidatura como o único meio de dizer que esta politicando. Isto,chama-se AUÊ na bagunça política e social que lula e seus comparsas promovem…

  3. Até acreditei no “CAÇADOR DE MARAJÁS” , mas entreguei nas mãos de seu irmão, Leopoldo, carta procurando alertá-lo das intenções de seus colaborares. O PC (Paulo Cézar Farias) foi uma de suas maiores desgraças, e perdeu o mandato. O Lula está sujeito às denúncias por causa de seus colaboradores, ou por seus próprios atos e opções?

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