Lula jura que, se voltasse ao poder, não daria nenhum privilégio a grupos particulares

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Em uma palestra em Brasília, ontem (9), Lula afirmou que se voltasse ao poder máximo do país, a economia brasileira teria um destino diferente do que se viu durante os 13 anos em que o PT esteve na direção do Brasil. “Eles sabem que, comigo, a economia brasileira não vai ficar mais subordinada ao rentismo”, declarou.

Rentismo  é a tentativa de grupos particulares de persuadir o governo a atribuir-lhes  monopólios valiosos ou privilégios legais. Se o um “rentismo” for bem-sucedido, tais benefícios podem acrescentar uma transferência substancial de riqueza do público geral para esses grupos privilegiados.

O governo petista esteve no centro dos principais escândalos do país relacionados à corrupção. Empreiteiras, como a Odebrecht, e empresas como as do grupo JBS, receberam verbas públicas vultuosas, sobretudo financiadas pelo BNDES, mas também por meio de contratos fraudulentos com a maior estatal brasileira, a Petrobrás.

Apenas no caso das seis empreiteiras acusadas de cartel e corrupção na Operação Lava Jato, que pagaram, direta e indiretamente, o ex-presidente, a estimativa é de de terem dado um prejuízo de R$ 20 bilhões para a Petrobrás, entre 2004 e 2014. O valor é foi calculado por peritos da Polícia Federal

Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, UTC, Andrade Gutierrez e OAS pagaram Lula por palestras – após sair do governo, em 2011 – ou fizeram doações ao Instituto Lula. Juntas, elas pagaram ou doaram R$ 30 milhões desde 2011, oficialmente. A força-tarefa da Lava Jato apontou que esses valores ocultaram propina de negócios com a Petrobrás.

Lula já foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão em primeira instância, pelo juiz Sergio Moro. Neste momento, o processo está parado na segunda instância, à espera de julgamento.

A cúpula do PT pretende manter a candidatura de Lula à Presidência até serem esgotados todos os recursos jurídicos, mesmo que ele seja condenado em segunda instância e vire ficha suja. Nesse cenário, Haddad só será uma opção em último caso. Por enquanto, o ex-prefeito e ex-ministro da Educação pretende concorrer ao Senado.

(Lula recebeu R$ 900 mil da Cervejaria Itaipava por palestras em 2013. Uma delas foi dada no seu sítio em Atibaia, em outubro daquele ano.)

 

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