Nuzman tentou pagar seu advogado com dinheiro das Olimpíadas: R$ 5,5 milhões

 

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Ao pedir a prisão preventiva do presidente afastado do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, o Ministério Público Federal (MPF) afirma que ele tentou usar a estrutura da instituição “em benefício próprio”, ao propor que os honorários do escritório do advogado criminalista que o defende fossem pagos com dinheiro do Comitê Organizador das Olimpíadas do Rio de Janeiro. Nuzman foi preso temporariamente na segunda fase da Operação Unfair Play, que investiga compra de votos para fazer do Rio a sede dos Jogos de 2016.

Entre os documentos apresentados pelos procuradores a Bretas, estão e-mails trocados entre Carlos Nuzman e Mário Andrada, diretor de comunicação do comitê Rio-2016, nos quais o dirigente pediu que fosse paga uma nota fiscal no valor de 5,5 milhões de reais emitida pelo escritório do advogado Nelio Machado. O comitê da Rio-2016 deve cerca de 120 milhões de reais a fornecedores.

Ao decretar a prisão preventiva do dirigente, o juiz Marcelo Bretas diz que, aparentemente, Nuzman está usando recursos do COB “para fazer face a despesas pessoais” e indaga: “qual seria a urgência mencionada pelo investigado em seu e-mail que não a sua defesa em possíveis medidas cautelares pessoais no futuro?”.

Apesar da informação, pelo próprio Nuzman, de que o pagamento estava autorizado e deveria ser efetuado, o comitê Rio-2016 disse a VEJA que os conselheiros voltaram atrás na decisão diante da desaprovação da área de governança e que a nota fiscal foi cancelada.

O escritório de Nelio Machado informa que não recebeu o valor e cancelou a nota porque a decisão do conselho do comitê sobre o pagamento não foi unânime.

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