Deputada protesta no parlamento italiano: “população do Brasil não quer o assassino Cesare Battisti”

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A deputada ítalo-brasileira Renata Bueno fez um pronunciamento no parlamento italiano em que reforça que a “população brasileira não quer o assassino Cesare Battisti no Brasil” (assista o vídeo no final da matéria). Ela chamou atenção sobre a necessidade de sua extradição para a Itália, onde foi condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos.

O italiano, que vive no Brasil graças a um refúgio político concedido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi detido nesta quarta-feira em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, quando tentava atravessa a fronteira. Mas ontem, sexta-feira (13), o ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu uma liminar que impede a extradição do terrorista.

A decisão vale até que o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Battisti seja analisado pela Primeira Turma do Supremo.

Segundo a decisão de Fux, esse julgamento está previsto para o dia 24.

Renata garante que, desde que Roma entregou o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato às autoridades brasileiras, a Itália espera receber Battisti para cumprir sua pena. Bueno batalha há anos pela extradição de Battisti e também atuou no processo de Pizzolato, condenado no processo do mensalão a 12 anos de detenção.

Embora a “troca” de um pelo outro não fizesse parte da decisão sobre o ex-diretor do Banco do Brasil, ela indica que, desde então, os italianos esperavam uma revisão do caso Battisti pelos brasileiros. “Naquele momento, o meu compromisso com o governo italiano foi esse: nos ajudem a levar Pizzolato para o Brasil que eu assumo essa responsabilidade de tratar de novo a extradição de Battisti. Foi um esforço imenso, e conseguimos”, indica.

 

Quem é a deputada ítalo-brasileira

Renata Bueno é uma política italiana e brasileira, filha do deputado federal brasileiro Rubens Bueno. Elegeu-se deputada na Itália pela União Sul-Americana dos Emigrantes Italianos (Unione Sudamericana Emigrati Italiani) no pleito de fevereiro de 2013. A parlamentar, que também já foi vereadora de Curitiba, tem cidadania italiana e representa os italianos (ou brasileiros com dupla cidadania) que vivem na América do Sul.

 

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