Segundo depoimento de Funaro, Cunha era “o cara”

Cunha era “o cara”

Lucio Funaro ainda ajudou a compreender por que tantos deputados relutavam em bater de frente com Eduardo Cunha, mesmo depois que as acusações contra ele ficaram mais volumosas e consistenes: o presidente da Câmara tinha vários parlamentares na mão. Funaro descreveu Cunha como um “banco de corrupção de políticos”: “todo mundo que precisava de recursos pedia para ele, e ele cedia. Em troca, mandava no mandato do cara”, disse o corretor à PGR – ele ainda acrescentou que Cunha nem precisava procurar deputados interessados em entrar no esquema: “Fazia fila de gente atrás dele”. Na divisão de propinas da Caixa Econômica Federal, a maior parte do bolo ficava com o então vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco, Geddel Vieira Lima (que depois virou ministro de Temer e foi preso em julho e em setembro deste ano, após a apreensão de R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador) ; de 35% a 40% iam para Funaro e Cunha dividirem de acordo com a necessidade do momento.

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