Áustria elege jovem conservador para comandar o país e combater o radicalismo islâmico

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O líder conservador Sebastian Kurz, de apenas 31 anos, venceu as eleições austríacas em um retorno da direita ao comando do governo.

Em uma Áustria próspera, mas preocupada com a crise migratória e o radicalismo islâmico, Kurz soube mobilizar o eleitorado conservador com uma imagem de modernidade, um discurso firme sobre a imigração e com promessas de cortes fiscais.

Ele é agora o governante mais jovem da Europa, superando o primeiro-ministro irlandês Leo Varadkar (38 anos) e o presidente francês Emmanuel Macron (39). Kurz, chamado de “Wunderwuzzi” (menino prodígio), provocou uma grande sensação em maio ao assumir a liderança do Partido do Povo, que enfrentava uma crise e provocar as eleições antecipadas.

Kurtz considerou esta uma “vitória histórica” sobre os rivais social-democratas, na liderança do governo desde a II Guerra Mundial.
“Mas hoje não é o dia do triunfo sobre outros, mas a nossa oportunidade para uma mudança real neste país”, disse aos seus militantes.

O que está em jogo

O tema imigração foi a questão dominante na campanha eleitoral e Kurz deslocou seu partido à direita durante a crise de refugiados na Europa, em 2015.

Ele conquistou a simpatia de conservadores e eleitores de direita defendendo fechar as rotas de migração para a Europa, limitar o pagamento de benefícios a refugiados e banir imigrantes de receberem benefícios até que tenham vivido na Áustria por pelo menos cinco anos.

O aumento do conservadorismo se mostrou popular entre eleitores austríacos, diante do grande influxo de imigrantes e refugiados do Oriente Médio e do norte da África.

 

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