Jornalista que revelou esquema mundial de corrupção é assassinada

Screenshot_2017-10-17-13-19-26

Uma jornalista investigativa que revelou casos de corrupção em Malta foi morta nesta segunda-feira (16/10) pela explosão de uma bomba, informou o primeiro-ministro do país, Joseph Muscat. Ela revelou participação de políticos do país no escândalo Panama Papers.

Daphne Caruana Galizia, de 53 anos, estava saindo de sua casa na cidade de Mosta, a menos de 15 quilômetros da capital maltesa, Valeta, quando uma bomba implantada em seu carro destruiu completamente o veículo. A explosão ocorreu por volta das 15h (hora local).

Em coletiva de imprensa, o primeiro-ministro admitiu que a jornalista era uma crítica ferrenha de seu governo, “tanto politicamente como pessoalmente”, mas afirmou que “ninguém pode justificar um ato bárbaro como esse”.

Autora de um dos blogs mais populares da ilha, Galizia revelou a participação de importantes figuras políticas maltesas nos chamados Panama Papers – escândalo mundial de corrupção que envolveu o uso de empresas para esconder dinheiro, divulgado em 2016 pela imprensa de vários países.

Entre os envolvidos estavam a mulher do primeiro-ministro, Michelle Muscat, o ministro da Energia do país e o chefe de gabinete do premiê, que teriam offshores no Panamá para receber dinheiro do Azerbaijão. Tanto Muscat como a primeira-dama negam as acusações.

Em seu blog, Running Commentary, Galizia expôs muitos casos de corrupção no país e, por vários deles, foi processada por difamação. “Há bandidos em todos os lugares que você olha. A situação é desesperadora”, escreveu a repórter.

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, ofereceu uma recompensa de 20 mil euros por informações que levem à condenação dos assassinos de Galizia. Malta é uma pequena ilha localizada no Mar Mediterrâneo, no sul do continente europeu.

Fonte: Uol

Participe da discussão

1 comentário

Deixe um comentário
%d blogueiros gostam disto: