Partido Comunista da China: “em 30 anos, seremos uma potência global e não haverá espaço para divergências”

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Começou nesta quarta-feira (18) uma das reuniões políticas mais importantes para os próximos cinco anos dos chineses: o Congresso do Partido Comunista. O evento é central da vida política do país mas também pode ter consequências para todo o mundo, já que definirá o programa que vai estabelecer as novas políticas do governo da segunda maior economia do planeta.

O evento reúne um total de 2.287 delegados – o “maior partido do mundo” tem 89 milhões de membros – e deverá ser concluído no dia 24 de outubro.

Xi Jinping, de 64 anos, deve obter no congresso um segundo mandato de cinco anos à frente do partido e, portanto, do país.  O presidente proclamou  “uma nova era” para a China e para seu Partido Comunista, mas deixou claro que não haverá espaço para a divergência.

Entre as prioridades de sua nova legislatura, está a de confirmar a China como uma nova grande potência. Uma potência que, deu a entender, pode ultrapassar os Estados Unidos no futuro: “Precisaremos continuar nos esforçando por mais 30 anos para alcançar a completa modernização. Então, nos situaremos orgulhosamente entre as nações e seremos uma potência global”.

O Partido Comunista, prestes a superar o russo como o mais longevo entre os marxistas no poder, não vai seguir o caminho de outros que – como o russo – abandonaram a ortodoxia e acabaram defenestrados. “Não devemos copiar mecanicamente os sistemas políticos de outros países”, alertou.

Desde 2012, a mão dura contra qualquer vislumbre de dissidência na China só apertou, a ponto de organizações de direitos humanos descreverem o atual controle sobre a sociedade civil como o mais duro em décadas. Os veículos de imprensa receberam ordens de aderir estritamente às diretrizes do Partido, a internet está rigidamente censurada; ativistas, líderes religiosos e defensores dos direitos humanos foram parar na cadeia. Para a região autônoma de Xinjiang, de população majoritariamente muçulmana (chamados uigures), foram enviados dezenas de milhares de agentes das forças de segurança com o argumento de impedir a violência de grupos extremistas islâmicos. Essa atitude não vai afrouxar.

O regime, prometeu Xi, não terá compaixão de quem tentar sabotar a liderança do Partido, fomentar o extremismo religioso ou o separatismo: uma clara advertência a Taiwan, a ilha que a China considera parte de seu território e onde a presidenta Tsai Ying-wen mantém posições opostas a Pequim.

Também é uma mensagem a Hong Kong, onde os pedidos por mais democracia foram respondidos com um estrangulamento cada vez maior das liberdades; a cassação de deputados pouco afeitos a Pequim e inclusive a prisão de Joshua Wong e outros jovens líderes políticos que organizaram os protestos maciços de 2014. “É preciso ir contra tudo que prejudica os direitos do povo, contra todos os que querem separar-se da China”, declarou.

 

Com informações do El País.

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2 comentários

    1. Luiz Fernando Navarro pensei a mesma coisa!
      Esse blog anda estranho, será que foi invadido?
      Espero que comentem com seriedade o fato de Ciro Gomes ter o apoio para sua campanha deste Partido chinês, o que representaria um enorme risco para o Brasil, se esse apátrida for eleito.

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