Dallagnol anuncia pacote com mais de 100 propostas anticorrupção

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O procurador da República Deltan Dallagnol afirmou nesta terça-feira, 24, em São Paulo que está na mão da sociedade uma mudança que torne o Brasil um país “com menos corrupção e impunidade”. Para isso, entidades civis trabalham em um “pacote anticorrupção” com mais 100 medidas que será usado nas eleições de 2018 como “compromisso” a ser assumido por candidatos ficha limpa.

“Entidades da sociedade civil respeitadas hoje estão planejando uma grande campanha anticorrupção para 2018. Isso envolve a realização de um grande pacote anticorrupção de regras que promovam a integridade no âmbito público e privado”, afirmou Dallagnol, durante o Fórum Estadão Mãos Limpas e Lava Jato, realizado na manhã desta terça, na sede do jornal, em São Paulo.

“A ideia não é realizar uma nova campanha de voto limpo, mas sim usar esse pacote anticorrupção para renovação no Congresso. Para que possamos ter um Congresso plural, que representa as nossas diferenças. Mas que possamos ter como pressuposto da representação dessas nossas diferenças o compromisso com o interesse público, externado por meio de um compromisso com regras anticorrupção. Com mudanças que possam nos trazer um País com menores índices de corrupção e impunidade.”

“A ideia é que essas mesmas entidades estejam a frente de uma campanha que possa incentivar a sociedade a votar em pessoas que tenham um passado limpo, que comunguem de valores democrático e tenham compromisso de apoio a esse pacote anticorrupção.”

10 Medidas

Dallagnol afirmou que o pacote feito pelas entidades aproveita parte das 10 Medidas Contra a Corrupção, lançadas pelo Ministério Público Federal em 2015 e que reuniu mais de 2 milhões de assinaturas para ser enviado ao Congresso em forma de proposta de lei de iniciativa popular. O pacote foi enterrado pelos parlamentares em 2016.

“Esse pacote aproveita grande parte das 10 Medidas Contra a Corrupção e vai além, promovendo regras que melhoram o compliance, melhoram a transparência, melhoram licitações, sistema eleitoral”.

Segundo o procurador, as entidades – ele não divulgou quais grupos estariam envolvidos – analisam mais de 100 propostas anticorrupção. “Estão sendo estudadas por essas instituições mais de 100 propostas anticorrupção que englobam boa parte das 10 Medidas Anticorrupção.”

Para Dallagnol, a ideia é usar o novo pacote “como uma alavanca para transformação, para renovação política”.

“A mudança está nas mãos da sociedade. Se a maioria do Congresso não aprova o pacote anticorrupção, basta que a sociedade coloque lá quem vai aprovar”, diz Dallagnol.

“A estratégia agora não é mais coletar assinaturas, mas escolher senadores e deputados que tenham passado limpo, espírito democrático, e apoiem o combate à corrupção”, defendeu o procurador.

“Vejo que as pessoas se preocupam mais com a eleição para Presidência no ano que vem. Eu tenho preocupação maior com cargo de deputado federal e senador. Porque são deles que dependem as leis e a aprovação das reformas. A ideia da sociedade seria colocar no Congresso quem seja favorável às grandes reformas necessárias.”

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3 comentários

  1. Não existe estado de direito para o cidadão de bem. Desde a década de 30 estamos sendo Comunizados. O Ministério do Trabalho já disse que não vai respeitar a nova CLT. o STF está de concluío com os bandidos do executivo e do legislativo. O cidadão está amarrado na fonte e n~]ao é dono de mais nada. O carro é do Estado pois tem que pagar aluguel de 4% por ano depois de pago 50% no valor do carro em impostos. A residência não é do cidadão pois tem que pagar aluguel em forma de IPTU para as prefeituras. A classe média que tem uma renda melhor é tributada em 27% na fonte. O cidadão é tributando na fonte com INSS parte empregado e empresa em 50% mas tem que pagar plano de saúde, odontológico e as pessoas morrem nas filas dos hospitais públicos. Os donos do país vamos considerar que 06 familias detem o equivalente á riqueza de 100 milhões de brasileiros estão isentos, pois não são tributados e repassam para o escravos o custo incorrido sobre suas operações. Não vejo solução e nos resta a famosa frase de Ayn Rand “Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”.

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  2. quando tivermos uma oportunidade legal e aberta de manifestarmos e apoiar o que é necessário e indispensável para nosso país, não devemos vacilar. Precisamos nos defender da incompetência dos nossos políticos que estão mais preocupados com seus interesses particulares e políticos!….
    Aguardemos um abaixo assinado, ou coisa idêntica para manifestar nossas intenções, que isso aconteça com urgência.

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