Por onde anda Marina? Rede enfrenta crise com isolamento de seu principal nome

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Enquanto o deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) ganharam protagonismo nas votações das denúncias contra o presidente Michel Temer e sobre o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), a presidenciável da Rede Sustentabilidade Marina Silva se calou.

Com isso, integrantes da Rede passaram a reclamar do isolamento de Marina, que se distanciou de parlamentares da sigla.O empresário Guilherme Leal, da Natura, por exemplo, que foi seu parceiro de chapa na eleição presidencial de 2010, cuida hoje de um grupo de formação política que privilegia outros partidos.

O partido também enfrenta dificuldades financeiras, uma crise ideológica e se vê diante da ameaça de debandada de filiados.

Com somente quatro deputados federais (todos eleitos por outros partidos em 2014), a legenda recebe por mês cerca de R$ 280 mil do Fundo Partidário. É pouco dinheiro para custear uma estrutura nacional. Para efeito comparativo, o PT, por exemplo, com 58 deputados, recebe R$ 8,2 milhões mensais.

O coordenador executivo da Rede, Bazileu Margarido, no entanto, rebate as críticas ao “isolamento” de Marina Silva e minimiza as dificuldades financeiras da legenda. Ele evita falar sobre coligações partidárias e nega possibilidade de debandada – admite apenas que há “casos isolados” de desfiliações.

Bazileu também afirma que os salários dos funcionários do diretório nacional estão em dia. “Nossos recursos são muito limitados e se enquadram dentro das possibilidades”, disse. “Ainda não colocamos a candidatura de Marina, nem de nenhuma outra liderança. Como isso não está posto, não dá para falar em coligação.”

Para o deputado federal Miro Teixeira (Rede-RJ), os defeitos apontados pelos insatisfeitos com o comportamento político de Marina são, na verdade, suas qualidades. Miro discorda da tese de que a ex-ministra esteja sumida. Segundo ele, Marina participou nas últimas semanas de eventos em cidades dos EUA, Inglaterra e Holanda, além de atividades em Sergipe e no Rio Grande do Sul.

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1 comentário

  1. Com mais de 40 anos de participação efetiva na política partidária, optei pela Marina nas últimas eleições. E procurei alertá-la na última, quando aparecia como primeira nas intenções de voto. O PT (Lula), e o PSDB (Aécio) fariam de tudo para não perderem às eleições. E deu no que deu. A eleita Dilma não foi até o fim do mandato, e o Aécio está enterrado até o pescoço em denúncias. Mais de nunca nosso país precisa de novas opções para administrar nossos interesses coletivos.

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